Academia Nacional de Medicina

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Waldemiro Pires Ferreira (Cadeira No. 49)

Membro Emérito

Secção de Medicina

Cadeira No. 49 - Patrono: Enjolras Vampré

Eleito: 31/07/1930 - Posse: 13/11/1930 - Sob a presidência de Miguel de Oliveira Couto

Saudado por: Henrique de Brito Belford Roxo

Antecessor: Leonel Justiniano da Rocha

Emérito: 24/07/1958

Falecido: 31/08/1977

Nasceu em 11 de novembro de 1892, na cidade de Souza, Paraíba. Nono filho do casal Lindolfo Pires Ferreira e Maria Leopoldina Pires Ferreira.

Doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1917, defendendo a tese intitulada “Os estáveis”. Após formar-se, passou a clinicar em sua cidade natal e na cidade vizinha de Cajazeira, no estado da Paraíba.

Almejando dar continuidade a sua vida médica acadêmica, retornou a antiga capital, Rio de Janeiro, e passou a clinicar em um consultório localizado na Rua Debret, nº79 onde clinicou por mais de 40 anos.

Em 1930 foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina apresentando a memória intitulada “Sífilis dos núcleos de base”.

Exerceu diversos cargos em sua área como na Divisão de Assistência a Psicopatas em 1937, como diretor do Hospital Juliano Moreira, diretor do Hospital Neuropsiquiátrico Infantil do Engenho de Dentro e diretor do Departamento de Doenças Mentais do Ministério da Educação e Saúde.

Atuou também como chefe do Serviço de Sífilis Nervosa e Neurobiologia da Fundação Gaffré e Guinle e no Serviço de Assistência a seis mestrandas Casa de Oswaldo Cruz – COC/Fiocruz Agência financiadora: Fiocruz Psicopatas em 1936. Foi professor catedrático de Neurologia Emérito e Jubilado da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Escreveu cerca de 400 volumes dos quais ele doou para sua cidade natal, Souza (PB) e deixou cerca de 529 volumes em sua biblioteca particular de medicina para a Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba.

Dr. Waldemiro Pires pode ser considerado como um dos maiores idealizadores e defensores da malarioterapia na cidade do Rio de Janeiro e no Brasil. Suas análises através de seus livros e de seus artigos, como por exemplo, “Archivos Brasileiros de Neuriatria e Psychiatria” e nos “Archivos da Fundação Gaffrée e Guinle” mostram que os cientistas da malarioterapia adaptaram as técnicas europeias para a realidade de seu país e assim expandiram o seu conhecimento em torno da temática.

Em sua homenagem recebeu o título de Patrono da Cadeira nº 39 na Academia Paraibana de Medicina.

Faleceu em 31 de agosto de 1977, na cidade do Rio de Janeiro.


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