Academia Nacional de Medicina

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Rubens Mário Garcia Maciel (Cadeira No. 41)

Membro Titular

Secção de Medicina

Cadeira No. 41 - Patrono: José Martins da Cruz Jobim

Eleito: 30/11/1978 - Posse: 19/04/1979 - sob a presidência de Deolindo Augusto de Nunes Couto

Saudado por: Raymundo Moniz de Aragão

Antecessor: Reginaldo Fernandes de Oliveira

Falecido: 25/08/2004

Nascido em 4 de agosto de 1913, em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul.

Filho de Érico Maciel e Ida Garcia Maciel. Seu pai era advogado e maragato, opositor do Presidente do Estado, Borges de Medeiros, o que lhe custou dois episódios de exílio. Rubens Mário Garcia Maciel só começou a frequentar a escola aos 11 anos, fazendo seus estudos primários e secundários na cidade de seu nascimento. Porém, aos 19 ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, de onde se formou em 1937 como o primeiro aluno da turma e orador; e de onde, mais tarde, se tornou professor.

Atuou como Assistente da 2ª Cadeira de Clínica Médica 1938-40; Docente Livre de Clínica Médica (1942); Professor Interino da 3ª Cadeira de Clínica Médica (1944-1945); Chefe de Clínica da 3ª Cadeira de Clínica Médica (1945-1946); Docente Livre de Clínica Propedêutica Médica (1945); Professor Interino da Cadeira de Clínica Propedêutica Médica (1946-1947); Professor Catedrático de Clinica Propedêutica Médica (1947-1970); Professor Titular de Medicina Interna, a partir da Implantação da Reforma Universitária, até sua Aposentadoria, por limite de idade (1970-1983).

Além deste fato, foi Chefe do Departamento de Medicina Interna (1975-1977) e Professor responsável pelas disciplinas da Pós-Graduação (1977-1988).

Destacou-se como um excelente cardiologista e trouxe avanços tecnológicos ao RGS, como a eletrocardiografia. Em 1948, criou a famosa Enfermaria 29, da qual foi diretor e onde instituiu um pioneirismo em residência médica e em ensino de pós-graduação. Formou um grande contingente de proeminentes médicos provenientes de todo o país.

Na década de 50, assumiu cargo como assessor da Capes, para dirigir o então Programa Universitário. Com atuação ativa, revitalizou os centros universitários nacionais. Neste momento, foi um dos signatários do Documento Sucupira, que em 1965 criou e normatizou a Pós-Graduação strictu sensu no Brasil - e que rege até hoje essas atividades, essenciais à produção científica do país. Mais tarde, assessorou a fundação do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, onde sugeriu que deveria ser regido como Empresa Pública de Direito Privado. Atualmente, a instituição é modelo reconhecido pelo Ministério da Saúde.

Além da forte atuação nacional, também teve papel de destaque internacionalmente, como presidente da Federação Pan-Americana das Faculdades e Escolas de Medicina (Fepafem) e reitor da Universidade Pan-Americana da Saúde. Em 1979, tomou posse na Cadeira nº 41 da Academia Nacional de Medicina e, 11 anos mais tarde, fundou Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Também foi fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, da Sociedade de Cardiologia do RS e do Instituto Sul-Rio-Grandense da História da Medicina (atual Fundação Gaúcha da História da Medicina).

É autor de três teses (duas de Docência Livre e uma da Cátedra), de vários capítulos de livros de diferentes autores, de duas monografias e de cerca de uma centena de publicações, a maior parte delas relacionadas a Cardiologia, a Educação Médica e a ensino Superior.

Faleceu em 25 de agosto 2004, aos 91 anos.


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