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Roberto Jorge Haddock Lobo

Membro Titular

Eleito: 14/05/1846 - Posse: 14/05/1846 – sob a Presidência de Joaquim Candido Soares de Meirelles

Falecido: 30/12/1869

Nascido em 19 de fevereiro de 1817 em Cascais, Portugal. Filho de Roberto Jorge Haddock Lobo e D. Ignácia Haddock. Emigrou para o Brasil e matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Doutorou-se em 7 de dezembro de 1842 com a tese "Operação de tumor e fistula do saco lacrimal".

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina com a Memória “Cura do tétano traumático pelo tártaro emético em altas doses”. O Acad. Candido Borges Monteiro (Visconde de Itaúna) foi escolhido relator e leu o parecer na Sessão Plenária de 14 de maio de 1846, A cerimônia de posse teve lugar na mesma Sessão.

Redator dos Anais da Academia Nacional de Medicina nos períodos de 1847/1848, 1848/1849 e 1849/1850. Colaborador do Arquivo Médico Brasileiro, onde divulgou os avanços da medicina.

Realizou a primeira  anestesia com éter no país, a nível ainda experimental, a 20 de maio de 1847, em um estudante da Faculdade de Medicina, de nome Francisco d'Assis Paes Leme no Hospital Militar do Rio de Janeiro.

Além de dedicar-se ao estudo da Medicina, era voltado também para os problemas sociais e administrativos do Município do Rio de Janeiro.

Foi Delegado de Instrução Pública da Freguesia do Engenho Velho (1852), Juiz de Paz e Tenente Cirurgião do Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional. Ingressou na politica como Vereador pelo Partido Conservador. Alcançou a presidência da Câmara, cargo que exerceu com afinco sendo responsável por diversas melhorias na Cidade como o calçamento com paralelepípedos. Recebeu os Títulos de Dignatário da Ordem Rosa, Comendador da Ordem do Cristo e Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Responsável pelo recenseamento no ano de 1849 do Municipio Neutro (atual município do Rio de Janeiro).

Em 1860  publicou o "Tombo das Terras Municipais", considerado Patrimônio da Câmara Municipal da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro em 30 de dezembro de 1869. Residiu na rua Engenho Velho, na Tijuca, Rio de Janeiro, até a sua morte. No ano seguinte ao seu falecimento, por proposta do vereador Dr. Abreu, para homenagear o importante Presidente da Câmara, a rua passou a chamar-se Rua Haddock Lobo. Além disso, em São Paulo, foi também homenageado com o nome da Rua Haddock Lobo, uma das principais vias do Jardim Paulista, bairro da cidade de São Paulo.