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Raul Votta (Cadeira No. 95)

Membro Titular

Secção de Farmácia

Cadeira No. 95 Patrono: Joaquim Monteiro Caminhoá

Eleito: 08/06/1972 Posse: 28/09/1972 - Sob a presidência de José Leme Lopes

Saudado por: José Messias do Carmo

Antecessor: Carlos Henrique Robertson Liberalli

Falecido: 19/04/1975

Nasceu em 11 de janeiro de 1900, em Jaboticabal (SP).

Filho de Guilherme Votta e Valentina Gomes Votta.

Graduou-se pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de Pindamonhangaba (SP), em 1925.

Atuou como Assistente na Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade de São Paulo (1934). Foi Professor do Curso de Farmácia Militar para Farmacêuticos Civis de São Paulo, em 1944, e do Curso de Farmacotécnica, pela União Farmacêutica de São Paulo, em 1962.

Enquanto Chefe do Serviço de Farmácia da Santa Casa, transformou a velha Farmácia do Hospital, sucessora da botica dos séculos anteriores, em moderna “Farmácia Hospitalar”, trazendo para o Brasil um novo aspecto para profissão: a Farmácia Hospitalar. Organizou ainda o Serviço de Farmácia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (1944) e da Universidade do Brasil (1963).

Fez parte de diversas instituições científicas, podendo-se destacar a União Farmacêutica de São Paulo (Presidente), Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (Sócio efetivo); Real Academia de Farmácia da Espanha (Sócio correspondente). Foi também diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, entre 1946 e 1957.

Publicou dezenas de trabalhos e artigos científicos, integrou comissões examinadoras de concurso e participou de inúmeros congressos, nacionais e internacionais. Das diversas distinções honoríficas que recebeu, pode-se destacar o Prêmio Arnaldo Vieira de Carvalho, pela Sociedade Paulista de História da Medicina (1961), e a Medalha Cultural Oscar Freire (1964). Seu nome batiza uma rua no bairro de Vila Suzana, em São Paulo, a Rua Professor Raul Votta.

Foi eleito membro correspondente da Secção de Farmácia, hoje Secção de Ciências Aplicadas à Medicina, da Academia Nacional de Medicina (1967). Na ocasião de sua candidatura, apresentou memória intitulada “Oculistas e Colírios”.

Faleceu em 19 de abril de 1975.


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