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Raul Leitão da Cunha (Cadeira No. 84)

Membro Emérito

Secção de Cirurgia

Cadeira No. 84 - Patrono: Manoel de Abreu

Eleito: 05/09/1918 - Posse: 10/10/1918 - Sob a presidência de Miguel de Oliveira Couto

Saudado por: Luiz do Nascimento Gurgel

Antecessor: Aureliano Vieira Werneck Machado

Emérito: 21/09/1944

Falecido: 04/03/1947

Nasceu em 2 de janeiro de 1881, no Rio de Janeiro. Filho de José Maria Leitão da Cunha e de D. Maria Georgina Leitão da Cunha.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1903, defendendo a tese “Valor diagnóstico da punção lombar”. Em seguida foi para a Europa onde se especializou em anatomia patológica.

Sua trajetória profissional teve começo no Hospício Nacional da Praia Vermelha, onde foi diretor do Serviço Anatomopatológico do Hospital Nacional de Alienados de 1905 a 1907. Em 1908 foi indicado professor substituto da cadeira de Histologia da então Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; em 1910, catedrático de Anatomia Patológica da mesma Faculdade.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1918, com a memória intitulada “Estrutura e operabilidade dos blastomas”. Tornou-se Membro Emérito em 1944. 

Foi diretor dos Serviços Sanitários do Rio de Janeiro, no Governo Carlos Chagas. Em 1926 representou o Brasil na I Conferência Pan-Americana dos Diretores de Saúde Pública, reunida em Washington. A convite do Governo de 1926 a 1929, participou das bancas examinadoras de concursos para alienistas do Hospital Nacional de Alienados, para médicos legistas da polícia do Rio de Janeiro e para professor de anatomia e fisiologia artística da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

No ano de 1928 ingressou na política como vereador pelo Distrito Federal. Em 1931 tornou-se diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Fez parte das comissões de sindicância para a Assistência Nacional de Psicopatas do Rio de Janeiro e para a secretaria do Conselho Municipal. Foi chefe de serviço dos hospitais de São Francisco de Assis e da Ordem do Carmo.

Em 1933 elegeu-se deputado pelo Distrito Federal à Assembleia Nacional Constituinte na legenda do Partido Democrático.

Foi Reitor da Universidade do Brasil, durante o Estado Novo e em 1940 assumiu a direção da Faculdade Nacional de Filosofia desta Universidade. Integrou o Conselho Nacional de Educação nos anos de 1940, 1943, 1945 e 1946.

Durante o governo de José Linhares foi designado Ministro da Educação e Saúde, substituindo Gustavo Capanema no período de 30 de outubro de 1945 a 31 de janeiro de 1946.

Foi Membro Honorário da Academia Paulista de Medicina e membro do conselho consultivo da Liga Brasileira contra a Tuberculose.

Publicou , entre outra obras, “Valor diagnostico da função lombar” (1903), “Modernas doutrinas da imunidade” (1908), “Anatomia patológica da paralisia geral”, “Citologie du liquide cephalo-rachidien dans les affections nerveuses et mentales (em colaboração com Ulisses Viana, 1910)”, “Lições de microbiologia geral” (1911), “Ultramicroscopia do Sangue” (1912), “Técnica anatomopatológica” (1918), “A Instrução no Brasil” (1920), “Estudos sobre os blastomas” (1921), “A instrução no Brasil” (1921) e “Tratado de anatomia patológica” (1926 e 1929).

Faleceu em 4 de março de 1947, no Rio de Janeiro.