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Filogônio Lopes Utinguassú

Membro Titular

Eleito: 22/07/1878 - Posse: 22/07/1878 – Sob a presidência de José Pereira Rego (Barão do Lavradio)

Falecido: 13/03/1898

Nasceu em 20 de dezembro de 1854, em Salvador no Estado da Bahia. Filho de Benjamin Cincinato Utinguassú e de D. Ernesta Maria Utinguassú.

Doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese intitulada “Tratamento e Diagnóstico nas Diversas Formas de Febres Perniciosas que Reinam no Rio de Janeiro”.

Serviu seu país no Corpo de Saúde do Exército e atuou como preparador e lente substituto de Fisiologia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1878, apresentando a memória intitulada “Da Terebentina, sua Ação Fisiológica e Terapêutica”. Durante o período em que esteve na instituição exerceu os cargos de Secretário (1887-1888; 1888-1889) e Vice-Presidente da Secção de Medicina (1891-1892).

Anteriormente ao sábio Dr. Oswaldo Cruz, como tendo estudado os meios de exterminação do mosquito propagador da febre amarela. São palavras de Dr. Olympio da Fonseca, dando-lhe essa precedência: “Em 1884 e 1885, muito antes das vitórias científicas alcançadas em Cuba, defendia Dr. Utinguassú, na Academia, em termos que não permitem dúvidas quanto as suas convicções, ideias unicamente atribuídas a estrangeiros”. Odair Franco (1969) destaca que Dr. Utinguassú foi o primeiro a propor a ideia da transmissão da febre amarela pelo mosquito, em um trabalho apresentado à Academia Imperial de Medicina, em 27 de outubro de 1885. Nesta apresentação afirmara “que os mosquitos picavam os amarelentos e lhes sugavam o sangue; depois estes mosquitos assim infectados iam frequentemente contaminar a água a ser bebida”.

Na sua importante memória sobre “Profilaxia da Febre Amarela”, o próprio Dr. Oswaldo Cruz refere-se elogiosamente à generosa ação do Dr. Utinguassú na revelação desse mal que tanto assolou regiões brasileiras até o começo do século.

Faleceu em 13 de março de 1898 no Rio de Janeiro.