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Paulo de Góes (Cadeira No. 83)

Membro Titular

Secção de Ciências Aplicadas à Medicina

Cadeira 83 - Patrono: Vital Brazil Mineiro da Campanha

Eleito: 17/05/1973 - Posse: 04/04/1974 - Sob a presidência de Deolindo Augusto de Nunes Couto

Antecessor: Abdon Estellita Lins

Falecido: 13/11/1982

Paulo de Góes nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de julho de 1913 e faleceu em 13 de novembro de 1982.

Formado pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro (1936). Doutor em medicina e Docente Livre pela Universidade do Brasil, ambos no mesmo ano (1944). Doutor em Farmácia e Bioquímica pela Faculdade Nacional de Farmácia, da Universidade do Brasil.

Destacam-se entre as atividades exercidas: Sub-Reitor de Ensino de Graduação e Pesquisa da UFRJ, Integrante da Comissão de Educação Médica da ABEM, membro da Academia Brasileira de Ciências, chefe de Departamento de Biologia e Higiene da Faculdade Nacional de Farmácia da U.B. (1946) e Coordenador de projeto UNESCO/Academia Brasileira de Ciências sobres a evasão de talentos para o exterior (1969/1970).

Exerceu várias missões no exterior. Um dos frutos colhidos dentre essas missões pode-se citar um excelente trabalho de cooperação cientifica entre Brasil e os Estados Unidos.

Paulo de Goés e a Microbiologia:

A história do ensino da Microbiologia se iniciou em 1946, na Universidade do Brasil. O idealizador e criador do Instituto de Microbiologia foi o professor Paulo de Góes, cujo nome foi adicionado ao nome da Instituição como uma homenagem pelo reconhecimento de todo o seu trabalho e empenho dentro da Microbiologia.

Paulo de Góes era médico por formação, mas por vocação, era um microbiologista. Ao entrar como professor catedrático da Microbiologia na Escola de Enfermagem, Anna Nery iniciou seu trabalho com reconhecida liderança na formação dos microbiologistas do país. Após outros concursos, o Prof. Paulo de Góes ocupou também as cátedras de Microbiologia das faculdades de Farmácia e de Medicina. Para atender as três instituições com seus encargos que incluíam as aulas, alunos, atendimentos aos professores e organização geral, se empenhou em reunir as três equipes em um só local.

Esse local foi encontrado em 1950, era o prédio que antes abrigava os pacientes do Hospital psiquiátrico (Pinel) na Urca. Após pequenos reparos, passou a ser chamado de Pavilhão da Microbiologia. Foi ali que os alunos das três faculdades passaram a assistir as aulas teóricas e práticas de Microbiologia. Sob a coordenação do Prof. Paulo de Góes, a Microbiologia cresceu. O sucesso do ensino e da pesquisa efetuados no pavilhão chamou a atenção de outros professores e pesquisadores e logo a equipe da cátedra de Microbiologia da Faculdade de Odontologia veio se reunir ao grupo crescente.

No início de 1951, visando à profissionalização nacional da Microbiologia, foi oferecido para os graduados que atuavam no âmbito das Ciências microbiológicas, o primeiro Curso de Atualização e Revisão em Métodos de Microbiologia e Imunologia, curso este que foi mantido até 1992.

Em 1963 o IM iniciou o ensino de Pós-graduação stricto-sensu, sendo a primeira instituição a conceder um título de Doutor no País.

De 1950 até 1982, quando faleceu, o Prof. Paulo de Góes dedicou sua vida em prol do Instituto e da Microbiologia em todos os seus aspectos científicos, dando oportunidade para que jovens profissionais fossem agregados à grande família de microbiologistas brasileiros. Paulo de Góes começou jovem, com plena vitalidade e envelheceu à medida que o IM evoluía.

Em 1995, a direção da instituição, em concordância com todo o corpo docente, discente e de funcionários, resolveu homenagear a figura do Prof. Paulo, alterando o nome da instituição para Instituto de Microbiologia Paulo de Góes.