Academia Nacional de Medicina

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Nicola Casal Caminha (Cadeira No. 45)

Membro Titular

Secção de Medicina

Cadeira No. 45 - Patrono: Olympio Olinto de Oliveira

Eleito: 19/08/1976 - Posse: 09/11/1976 - Sob a Presidência de Edgard Magalhães Gomes

Saudado por: Clementino Fraga Filho

Antecessor: Mario Olinto de Oliveira

Falecido: 06/01/1995

Nasceu em 6 de dezembro de 1910, em Campo Grande (MT).

Filho de Rogelio Casal Caminha e Ana Baptista Caminha.

Graduou-se pela Faculdade de Medicina da UFRJ, em 1934. Especializou-se em Radiologia nos EUA e na Suécia.

Em fins de 1938, foi nomeado médico-assistente da Faculdade Nacional de Medicina. Livre Docente na Escola de Medicina e Cirurgia com a Tese: “Radiologia das Otites Colesteatomatosas” (1943), assunto a que se dedicava desde 1940, quando tinha resolvido especializar-se em Radiologia Otológica, e na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade da Guanabara, com a Tese “A Radiologia dos Tumores Malignos do Rino Faringe”. As duas instituições eram as únicas que possuíam Cadeira de Radiologia no Rio de Janeiro, na época. Esta última, cujo Titular era o Prof. Manoel de Abreu, ficou vaga após o falecimento do mesmo. Todavia, após uma decisão da Congregação, a Cadeira foi extinta, causando grande decepção do Prof. Caminha, que decidiu nunca mais pensar em Cátedra, Concurso ou o que fosse para Professor de Radiologia.

Em 1960 foi promovido a Professor Adjunto da Faculdade Nacional de Medicina, mesmo ano que passou a Professor de Radiodiagnóstico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Foi Professor Titular de Radiodiagnóstico da Fundação Técnico Educacional Souza Marques e o primeiro Professor Titular de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Na Faculdade Nacional de Medicina, foi Chefe do Gabinete de Radiologia (1968), em substituição ao Professor Roberto Duque Estrada, e organizou o Departamento de Radiologia, que junto a outros nove Departamentos formam o Conselho Departamental da Faculdade de Medicina. Como o Professor mais antigo, foi nomeado Chefe Interino do Departamento (1971). Organizou o Curso de Pós-Graduação em Radiologia da UFRJ, tendo sido seu primeiro Coordenador.

Uma vaga para Professor Titular da Cátedra de Cirurgia, deixada pelo Professor Jorge Grey, transferiu-se para o Departamento de Radiologia. Aberto o Edital, passou-se um ano e ninguém se inscreveu. Numa reunião da Congregação da Faculdade de Medicina, o Professor J.P. Lopes Pontes, então Diretor da Faculdade de Medicina declarou que iria ser reaberto o Concurso por mais um ano e se novamente não houvesse candidatos a Cátedra seria extinta. Então os Professores Clementino Fraga Filho, Luiz Feijó, Mariano de Andrade e Lopes Pontes fizeram voraz campanha para que o Professor Caminha se inscrevesse, não dando margem à extinção da Cátedra de Radiologia, pela qual ele tanto havia lutado. Assim, colocado em brios, preparou nova Tese, agora sobre “Radiologia da Sela Turcica” e assim conseguiu, finalmente, ser o primeiro Professor Titular de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Foi Chefe do Serviço de Radiologia do Hospital dos Servidores do Estado e Professor de Radiodiagnóstico da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-RJ.

Em 1980 foi aposentado por implemento de idade. Todavia, no ano seguinte, com aprovação unanime da Congregação da Faculdade de Medicina, foi reconduzido como Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Criou a Residência Médica em Radiologia no Serviço de Radiologia do Hospital dos Servidores do Estado (1953) - cujo Serviço de Imagem leva seu nome - e na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro (1971), tendo permanecido a frente do Programa de Residência até o fim de sua vida.

Considerado o Pai da Radiologia por ter formado a maioria dos radiologistas brasileiros, foi homenageado com nome de logradouro, Rua Dr. Nicola Casal Caminha, em sua cidade natal.

Recebeu diversos prêmios, foi Membro de Sociedades Científicas, teve livros e vários trabalhos publicados.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Mamografia – Estudo de dois mil casos”.

Faleceu em 6 de janeiro de 1995.


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