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Marcio Philaphiano Nery (Cadeira No. 48)

Membro Titular

Secção de Medicina

Patrono da Cadeira No. 48

Eleito: 13/09/1900 - Posse: 27/09/1900 - Sob a presidência de Agostinho José de Souza Lima

Saudado por: Antonio Augusto de Azevedo Sodré

Falecido: 15/02/1911

Nascido a 10 de março de 1865, em Manaus (AM), filho de Silvério José Nery e D. Maria Anthony Nery. Fez seus primeiros estudos no Ginásio do Amazonas, obtendo sempre notas distintas, o que o fez granjear uma bolsa de estudos para o Rio de Janeiro. Graduou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1890, defendendo tese de doutoramento intitulada “Da influência exercida pelas moléstias do aparelho circulatório quanto ao desenvolvimento das moléstias mentais”.

Após sua formatura, por convite do Dr. Teixeira Brandão, prestou concurso para médico do Hospício de Alienados. No Hospício, esforçou-se para implementar uma organização mais moderna, não só fazendo funcionar suas oficinas, como estabelecendo uma Banda de Música, pela qual ele muito se interessava.

Prestou também concursos para Professor da Escola de Belas Artes e para Professor Substituto da Cadeira de Psiquiatria e Doenças Nervosas. A tese do concurso de Professor Substituto apresentada em 1894 foi intitulada “História e patogenia da paranoia”.

Segundo informação do Acadêmico José Leme Lopes, foi Marcio Philaphiano Nery o responsável pelo primeiro diagnóstico de demência precoce, de acordo com papeleta da Casa de Saúde Eiras.

Transferiu-se para sua terra natal em 1903, a fim de exercer a função de Diretor Geral da Saúde Pública. Depois de permanência de cerca de dois anos em Manaus, transferiu-se para Paris com a família. Regressou a Manaus e, em 1907, voltou para o Rio de Janeiro.

Em artigo publicado na revista "O Brasil Médico", o Dr. Márcio Philaphiano Nery manifestava-se contrário à criação de estabelecimentos especiais para loucos criminosos, pois “loucura e crime são duas ideias que se repelem e que não devem ser proferidas por lábios de médicos nem de juristas. Ou o indivíduo é louco ou criminoso; não se pode associar ideias antagônicas”.

Dentre outros trabalhos publicados destacam-se “Fenômenos de índole epilética determinadas pelas bebidas alcoólicas” (1893), “Localização cerebral da sífilis” (1893), “Atetose dupla” (1894), “Afasias sensoriais” (1895), e “A epilepsia sob o ponto de vista médico-legal” (1897).

Na ocasião de sua posse na Academia nacional de Medicina, apresentou como memória a tese com o mesmo título de sua tese de doutoramento.

Faleceu em Petrópolis, a 15 de fevereiro de 1911, com apenas 45 anos, transferido por recomendação de seu médico assistente, o Professor Rocha Faria.


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