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Júlio Oscar de Novaes Carvalho (Patrono da Cadeira No. 80 e Membro Titular da Cadeira No. 68)

Patrono da Cadeira No. 80

Secção de Cirurgia

Membro Emérito

Cadeira No. 68 - Patrono: Arnaldo Tertuliano de Oliveira Quintella

Eleito: 25/08/1910 - Posse: 22/09/1910 – Sob a presidência de Miguel da Silva Pereira

Saudado por: Luiz do Nascimento Gurgel

Emérito: 05/10/1945

Falecido: 03/02/1962

O Dr. Júlio Oscar de Novaes Carvalho nasceu em 17 de outubro de 1875, na cidade de Recife, no Estado de Pernambuco. Filho do grande magistrado Ministro do Supremo Tribunal José Novaes de Souza Carvalho e de D. Júlia Augusta Guimarães de Carvalho.

Em 1903, dirigindo a Escola Correcional Quinze de Novembro, ainda estudante do 5º ano médico, superintendeu, por nomeação do Governo Federal, a enfermaria da dita escola, em substituição aos ilustres clínicos Azevedo Lima e Públio de Mello.

No ano seguinta, em 1904, doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese intitulada “Teoria filosófica do cérebro e suas localizações segundo Auguste Comte”. Além disso, realizou estudos em outras áreas, bacharelou-se em Engenharia Civil com especialização em Geografia, e também em Ciências Físicas e Naturais, pela Policlínica do Rio de Janeiro.

Foi diretor da Assistência Pública no governo de Artur Bernardes e médico adjunto do Hospital Português de Beneficência. Atuou também como consultor técnico da 1º Inspeção Médico-Escolar do Distrito Federal, técnico do conselho de Ensino Municipal do Distrito Federal, professor do Professores no Pedagogium do Distrito Federal, foi relator da Reforma de Ensino e relator do projeto de Organização da Polícia Municipal do Distrito Federal.

Elegeu-se Deputado Federal pelo Distrito Federal na legenda do Partido Autonomista, no pleito de outubro de 1934. Iniciou seu mandato em maio de 1935 e integrou o Grupo Parlamentar Pró-Liberdades Populares, que em novembro desse ano lançou um manifesto opondo-se à Lei de Segurança Nacional aprovada pelo Congresso em abril anterior. Exerceu o mandato até a instauração do Estado Novo, em 1937, quando as câmaras legislativas do país foram suprimidas. Liderou ainda o Partido Libertador Carioca e foi presidente do Conselho Consultivo do Distrito Federal.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1910, apresentando a memória intitulada “Identificação criminal”, e tornou-se Emérito, em 1945. É o Patrono da Cadeira 80.

Foi membro de conselhos, sociedades e associações nacionais e internacionais, tais como membro titular da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, membro da Sociedade de Medicina de Paris e membro da Sociedade Médica de Hospitais de Paris.

Dirigiu e foi redator-chefe da “Revista da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro”, além de colaborador da “Tribuna Médica”, da “Gazeta Clínica” e dos “Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Ciências Afins”.

Ficou conhecido como um homem dos livros, pois colecionou diversas publicações e tinha, entre seus amigos médicos, sua biblioteca como um local ideal, de maneira que pouco antes de falecer doou seus livros para seus parceiros acadêmicos e para alunos. Além disso, escreveu diversos livros em sua vida, tanto sobre temas políticos como médico-científicos.

Dos seus trabalhos publicados, destacam-se “Em torno do beribéri e sua topografia anestésica” (1905), “De um caso de moléstia de Recklinghausen com melanodermia congênita” (1914), “Estudo médico-cirúrgico de um caso de esplenomegalia no estado hipertrófico-preatrófico de cirrose hepática ao evoluir do mal de banti” (1915), “O sigilo pericial” (1919), “Meningite cérebro espinhal” (1920) e “Em torno da luxação congênita do quadril” (1924).

O Dr. Júlio de Novaes faleceu em 3 de fevereiro de 1962.

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