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José Ribeiro de Souza Fontes (Barão e Visconde de Souza Fontes)

Membro Titular

Eleito: 01/08/1853 - Posse: 26/09/1853 - sob a Presidência de Francisco de Paula Cândido

Falecido: 14/03/1893

O Dr. José Ribeiro de Souza Fontes (Barão e Visconde de Sousa Fontes), nasceu a 09 de agosto de 1821, no Rio de Janeiro (RJ). Filho de Joaquim Ribeiro de Souza Fontes e de D. Ana Izabel de Souza Fontes. Casou-se, em 1847, com sua prima, Manuela Rondon de Sousa Frazão.

Graduou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1844, defendendo tese intitulada: “Infecção Purulenta”.

Solicitou inscrição como candidato à admissão na Classe dos Membros Titulares em, 27 de junho 1853, apresentando Memória intitulada: “Duas Palavras Acerca de um Caso de Cária dos dois Terços Superiores do Fêmur Esquerdo Consecutiva a Tumores Branco da Articulação Femuro-Tibial”. Teve aprovação Imperial em 26 de setembro de 1853, solicitando transferência para a categoria de Membros Honorários em 1876.

Na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1844, foi Professor de Anatomia.

No exército, foi Cirurgião, e em 1865, participou da Guerra do Paraguai, chegando até o posto de Marechal, onde foi reformado, em 1890.

Médico da Família Imperial, acompanhou Dom Pedro II, ao viajar para os Estados Unidos e Europa.

Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Recebeu várias condecorações entre elas: Imperial Ordem da Rosa, concedida a militares e civis, nacionais e estrangeiros, que se distinguissem por sua fidelidade à pessoa do Imperador e por serviços prestados ao Estado. Comportava um número de graus superior às outras ordens brasileiras e portuguesas então existentes. De 1829 a 1831, D. Pedro I concedeu apenas 189 insígnias, mas D. Pedro II, em seu extenso período de reinado, chegou a agraciar, com esta ordem, 14.284 cidadãos.

Ordem de Cristo (Graus: cavaleiro, comendador e Grã-Cruz). Sua origem data do século XVI, como continuidade da Ordem dos Cavaleiros Templários. No entanto, somente a partir do século XV é que o seu Grão-Mestrado passou ao poder dos reis de Portugal. Foi a organização da Ordem de Cristo que incentivou a navegação e a expansão do Império Português, e os seus vastos recursos custearam as fabulosas despesas desses empreendimentos. Assim, as terras conquistadas tiveram assegurado o domínio espiritual cristão, enquanto seu domínio temporal pertencia ao Rei. O símbolo da Ordem aparecia gravado nas caravelas e nos marcos de posse da nova terra. Essa organicidade era sustentada, inclusive, pelo privilégio, dado aos cavaleiros da Ordem (administradores das terras conquistadas), de receber o dízimo – imposto correspondente à décima parte dos produtos da terra – não só para atender às despesas da Ordem, como também, propagação da fé e do culto cristão.Com o tempo, a Ordem passou a ter as características que hoje existem, sendo que atualmente, em Portugal, a Ordem de Cristo é utilizada para premiar cidadãos nacionais e estrangeiros que tenham prestado relevantes serviços à pátria e à humanidade).

Ordem de Avis (A Ordem Militar de Avis, ou seu nome completo, Ordem Militar de São Bento de Avis); ordem honorífica Portuguesa que herdou o nome da Ordem de Avis, extinta em 1834, e que é concedida para premiar altos serviços militares. É exclusivamente reservada a Oficiais das Forças Armadas Portuguesas, da Guarda Nacional Republicana e da Guarda Fiscal.

Faleceu a 14 de março de 1893.

http://www.historiaecultura.pro.br/cienciaepreconceito/instrumentos/instrumentosbiografias.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ribeiro_de_Sousa_Fontes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_de_S%C3%A3o_Bento_de_Avis