Academia Nacional de Medicina

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Anais da Academia

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Joaquim Monteiro Caminhoá (Cadeira No. 95)

Membro Titular

Secção de Ciências Aplicadas à Medicina

Patrono da Cadeira No. 95

Eleito: 17/05/1869 - Posse: 02/08/1869 – sob a Presidência de José Pereira Rego (Barão do Lavradio)

Saudado por: José Pereira Rego (Barão do Lavradio)

Falecido: 28/11/1896

O Dr. Joaquim Monteiro Caminhoá, médico, botânico e professor, nasceu na cidade de Salvador, no Estado da Bahia, em 21 de dezembro de 1836, filho de Manuel José Caminhoá e Luiza Monteiro Caminhoá.

Doutor em Medicina, em 1858, pela Faculdade de Medicina da Bahia, com a tese intitulada “A febre amarela e o cólera-morbus serão provenientes de um envenenamento miasmático? Da medicação hydrotherápica; exame e solução das principais questões sobre a anestesia e na terapêutica cirúrgica; ozona, sua natureza, propriedades e preparação”.

Iniciou sua vida profissional no Corpo de Saúde da Armada Brasileira, trabalhando em hospitais e navios. Pelos serviços prestados durante a Guerra do Paraguai (1864-1868), foi agraciado com as medalhas comemorativas da Rendição das Forças Paraguaias em Uruguaiana, da Campanha do Paraguai e da Campanha Oriental de Paissandu. Reformou-se no posto de 1º Tenente Médico, após o término da Guerra.

Na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro foi Opositor da Sessão de Ciências Acessórias (1861) e Professor Catedrático de Botânica e Zoologia, até o ano de 1881, quando se jubilou da Instituição.

Prestou grande serviço durante a epidemia de cólera-morbus no ano de 1867, que devastou o Recôncavo Baiano, Alagoas e Sergipe.

Viajou pela Europa visitando jardins e hortos científicos. Suas observações foram registradas no “Relatório sobre os jardins botânicos” apresentado à Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1869, apresentando a memória intitulada “Sobre aparelhos anestésicos e, particularmente, sobre um inalador adjuvante para os casos operatórios em que não houver cirurgião ajudante”. É o Patrono da Cadeira 95.

Por concurso obteve a cátedra de História Natural no Internado do Imperial Colégio de Pedro II, no período de 1880 a 1889.

Pertenceu a diversas instituições cientificas nacionais e estrangeiras: Membro do Conselho do Imperador D. Pedro II, da Sociedade Velosiana de Ciências Naturais, da Sociedade Abolicionista da Escravatura, da Sociedade de Botânica da França e da Sociedade de Ciências Naturais de Edimburgo, fundador da Associação Brasileira de Aclimação e da Associação Beneficente da Corporação Docente do Rio de Janeiro.

Em reconhecimento ao seu trabalho recebeu várias medalhas de mérito e condecorações: Comendador da Ordem da Rosa, Comendador da Imperial Ordem Austríaca de Francisco José, Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz e Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Na Exposição Universal de Viena (1873) participou como Membro Adjunto da Comissão Brasileira onde apresentou seus estudos sobre Botânica Médica. Representou o Governo brasileiro como Delegado e Vice-presidente da Seção de Quarentenas no Congrés Médical Internationale de Vienne (1873).

Durante sua vida teve inúmeros trabalhos publicados, entre eles as obras “A vegetação nos diversos períodos da formação de nosso planeta e das modificações que ela experimenta em diferentes latitudes, pela influência dos agentes” (1861), “Estudos sobre a intoxicação palúdica no Exército do Brasil” (1870), “Das plantas tóxicas do Brasil” (1871), “Des quarentaines” (1873), “Os ensaios para o estudo da flora dos pântanos do Brasil” (1876) e “Elementos de Botânica Geral e Medicina”, com a publicação do primeiro volume no ano de 1877, premiada pelo Governo Imperial.

O Dr. Joaquim Monteiro Caminhoá faleceu no dia 28 de novembro de 1896, na cidade do Rio de Janeiro.


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