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João da Costa Lima e Castro

Membro Titular

Secção de Cirurgia

Eleito: 13/06/1904 - Posse: 01/09/1904 - sob a Presidência de Joaquim Pinto Portella

Saudado por: Fernando Augusto Ribeiro de Magalhães

Falecido: 24/06/1920

Nasceu em 11 de junho de 1851, no município de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1878, defendendo tese intitulada “Operações reclamadas pelas retenções das urinas”.

Em 1882, o Imperador D. Pedro II enviou o trabalho intitulado “Da infecção purulenta e da infecção pútrida” do Dr. Lima e Castro, que se tratava de micróbios em cirurgia, para o Louis Pasteur, um grande cientista francês que fez descobertas tanto na área de química quanto na de medicina.

Foi um proeminente cirurgião e atuou como catedrático da Clínica Cirúrgica de adultos na segunda cadeira na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, entre o período de 1883 e 1914. Tornou-se redator da “Revista dos Cursos Práticos e Teóricos”, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

No ano de 1890, juntamente com o médico e acadêmico Hilário de Gouvêa, desenvolveram dois projetos que tinham o acompanhamento teórico das ideias de Petternkofer e seu discípulo Soyka. Apresentaram para o novo ministro do Interior os projetos sobre redes de drenagem de lençol subterrâneo e “calçamento estanque”, com o intuito de atenuar a moléstia que assolava a população do país naquela época, a febre amarela.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1904. Sua cerimônia de posse ocorreu no mesmo ano de sua eleição, sob a presidência do Acad. Joaquim Pinto Portella.

Fez parte de conselhos e comissões examinadoras para magistério superior, sociedades e associações nacionais e internacionais, destacando-se como membro da Real Academia de Sciencias de Lisboa.

Como curiosidade, há que se ressaltar que o Dr. João da Costa Lima e Castro foi pai da primeira Miss Brasil da história, em 1900, Violeta Lima Castro, que nasceu em Paris, em 1879, e foi registrada no consulado brasileiro. Violeta falava e escrevia fluentemente três idiomas: português, francês e espanhol, além de falar e ler bem o inglês e o italiano. Era pintora, tinha uma voz excelente e tornou-se uma das mais célebres cantoras líricas do seu tempo. Atuou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, ia todos os anos à Europa, onde cantou nos principais países, e viveu 10 anos em Paris. Encerrou sua carreira artística em 1957.

Faleceu em 24 de junho de 1920, na cidade do Rio de Janeiro.

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