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Francisco Marques de Araújo Góes

Membro Titular

Eleito: 16/06/1885 - Posse: 16/06/1885 - sob a Presidência de Agostinho José de Souza Lima

Falecido: 27/02/1905

 

Nasceu em 1837, na cidade de Santo Amaro (da Purificação), Bahia no Brasil.

Filho de Inocêncio Marques de Araújo Góis, Barão de Araújo Góis e de Maria Francisca de Abreu Calmon du Pin. Era irmão de Antônio Calmon de Araújo Góis, 1º Barão de Camaçari. Casou-se com Maria Elmira Muñoz y Maines .

Doutorou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia na turma de 1861 apresentando a tese intitulada “Qual a natureza da febre puerperal?”.

O Dr. Francisco Marques de Araújo Góes foi membro da “Inspectoria Geral de Hygiene”, comissionado para ir a Santos, SP, tratar de doentes de acometidos de febre amarela, com seus auxiliares Drs. Virgílio de Araújo Cunha, Euphrasio José da Cunha e Francisco Custodio Pereira de Barros.

O Dr. Francisco Marques de Araújo Góes, que trabalhou três anos no Laboratório de Fisiologia Experimental, que foi criado, em 1880, anexo ao Museu Imperial e Nacional, investigando a natureza e causa da tuberculose e da febre amarela.

Foi lente de História Natural do Imperial Colégio D. Pedro II. Era Cavaleiro da Ordem da Rosa e da Ordem Portuguesa de Cristo.

Em 16 de junho de 1885 tornou-se membro da então Academia Imperial de Medicina (atual Academia Nacional de Medicina) apresentando a memória “Anúria em febre amarela”, com a qual se candidatou à admissão na classe de Membros Titulares.

Participou da Comissão Técnica presente na Convenção Sanitária de 1887, realizada pelo Império do Brasil e pelas repúblicas da Argentina e do Uruguai na cidade do Rio de Janeiro. A comitiva brasileira foi formada por três médicos designados pelo governo em 1887, sendo eles os doutores Nuno de Andrade, Francisco Marques de Araújo Góes e João Baptista de Lacerda. Araújo Góes e Lacerda trabalharam juntos em diversos experimentos, especialmente nas pesquisas envolvendo a febre amarela. Esses especialistas faziam parte da primeira geração de médicos no Brasil a se destacar na ciência dos micróbios. Araújo Góes, João Baptista de Lacerda e Nuno de Andrade eram filiados à Academia Imperial de Medicina.

Passou para a classe de Correspondente da Academia Nacional de Medicina em 20 de julho de 1893 por ter fixado residência no Estado da Bahia.

Faleceu em 27 de fevereiro 1905.