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Fúlvio José Carlos Pileggi (Cadeira No. 53)

Membro Titular

Secção de Medicina

Cadeira No. 53 - Patrono: Heitor Pereira Carrilho

Eleito: 22/10/1987 - Posse: 10/05/1988 - sob a presidência de Aloysio de Salles Fonseca

Saudado por: Aarão Burlamaqui Benchimol

Antecessor: Olavo Nery

Nascido em São Carlos (SP) em 13 de julho de 1927. Fúlvio Pileggi formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em 1952. Realizou, entre 1955 e 1957, estágio no Instituto Nacional de Cardiologia do México, à época, importante centro da cardiologia mundial. Lá, começou como médico interno, tornando-se, mais tarde, responsável por todo o curso de Cardiologia e Nefrologia.

De volta ao Brasil, começou a trabalhar na FMUSP como médico assistente. No período de 1964 a 1977, ocupou as funções de professor assistente, chefe da unidade de Cardiopatias Adquiridas, sub-coordenador da unidade de ensino de Cardiologia do departamento de Clínica Médica e supervisor do curso de especialização em Cardiologia. No Hospital das Clínicas da FMUSP, foi chefe da seção de Vetocardiografia e consultor de cardiologia da primeira Clínica Cirúrgica (Prof. E.J. Zerbini). De 1986 a 1997, exerceu o cargo de chefe do departamento de Cardiopneumologia da faculdade, na qual também deu aulas como professor titular da disciplina de Cardiologia.

Integrou a comissão de planejamento do Instituto do Coração da FMUSP (Incor), no período de 1968 a 1978 e teve papel decisivo na sua implantação. O Incor hoje é considerado centro de excelência na pesquisa, diagnóstico e tratamento de doenças do coração. Na década de 90, Pileggi foi responsável pelo curso de especialização em Cardiologia do instituto. Foi seu diretor-geral de 1981 a 1997 e também presidiu seu conselho diretor.

Nos cinqüenta anos de exercício da medicina, o cardiologista publicou mais de 500 artigos em revistas científicas nacionais e de 200 nas publicações estrangeiras. Ao longo de sua carreira, foi homenageado com dezenas de condecorações e prêmios, dos quais destacam-se as três vezes que ganhou o Prêmio Ovídio Pires de Campos (1964, 67 e 72), a Medalha Carlos Chagas (1986), o Prêmio Nacional de Cirurgia Cardíaca (1987) e o Prêmio Dr. Hélio Magalhães (1992).

É membro de diversas instituições, como as Sociedades Brasileira de Cardiologia, Mexicana de Cardiologia, de Médicos Internos e Becários do Instituto Nacional de Cardiologia do México, Brasileira de Nefrologia, Peruana de Cardiologia, de Cardiologia de Tucuman (membro estrangeiro) e de Cardiologia do Noroeste Argentino (membro honorário). Faz parte também da New York Academy of Sciences, do Comitê Internacional de Eletrocardiografia, do American College of Cardiology, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (sócio fundador) e da Interamerican Medical and Health Association.

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