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Sessão de 2 de abril de 2020 - Atualizações em COVID-19

Na sessão virtual da Academia Nacional de Medicina (ANM), realizada em abril (2/4), o Professor Jair de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou as atualizações do novo coronavírus na área de otorrinolaringologia e cientistas da ANM e da Academia Brasileira de Ciências também, conectados.

Jair de Castro reforçou que indivíduos suspeitos ou casos confirmados de Covid-19 não devem utilizar aerossóis e sprays nasais com esteroides para limpeza e lubrificação das vias respiratórias. A contraindicação se deve em função do risco da disseminação do vírus por todo o sistema respiratório e, com isso, provocar a inflamação de diversas áreas e até agravar alguns casos.

Além disso, Jair de Castro falou ainda de algumas manifestações inaugurais do Covid-19, como falta de olfato, paladar - características que a comunidade médica deve ficar atenta.

Manifestações Gastrointestinais e Hepáticas - Diarreia, náuseas e vômitos podem ser três sinais iniciais da Covid-19, disse o médico e membro titular da Academia Nacional de Medicina, Carlos Eduardo Brandão, em palestra virtual realizada nesta mesma data, na ANM.

Segundo Brandão há outros aspectos a serem observados. Entre estes:

2 a 10% dos pacientes, sem doenças hepáticas prévias, apresentam algum grau de alteração no fígado;

Pacientes com doenças hepáticas pré-existentes como Hepatites B e C, têm mais chances de evoluir para a forma mais grave da Covid-19;

O uso de medicamentos como a cloroquina e a hidroxocloroquina podem provocar lesões no fígado;

E por fim, os cuidados durante o tratamento da Covid-19 em pacientes imunossuprimidos ou que tenham feito transplante de fígado.

Grávidas, puérperas e recém-nascidos - O médico e acadêmico Jorge Rezende Filho abordou durante a sessão científica as infecções respiratórias como a H1N1, SARS e a Covid-19 e os riscos para gestantes, puérperas e recém-nascidos.

Rezende Filho falou sobre os parcos artigos científicos que estudaram o impacto da SARS-CoV-2 durante o ciclo gravídico-puerperal e a decisão do Ministério da Saúde do Brasil, em seu Boletim Epidemiológico número 4, publicado em 04 de abril de 2020, de incluir gestantes de alto risco e puérperas como uma subpopulação com maior chance de internação em UTI e intubação caso seja acometida pela infecção pandêmica.

Esse status epidemiológico ampliou-se, 09 de abril de 2020, quando o Ministério da Saúde do Brasil, em seu Protocolo de Manejo Clínico da Covid-19 na Atenção Especializada, passou a considerar todas as gestantes, e não apenas aquelas de alto risco, como grupo com maior chance de desenvolver síndrome respiratória aguda grave por Covid-19.

De acordo com informações do Ministério, todas as grávidas ou mulheres que deram à luz por até 45 dias após o parto estão mais suscetíveis aos efeitos da SARS-CoV-2 e, por isso, merecem atenção redobrada pela equipe de saúde.


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