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Edson Abdalla Saad (Cadeira No. 09)

Membro Titular

Secção de Medicina

Cadeira No. 09 - Patrono: Miguel de Oliveira Couto

Eleito: 20/05/1993 - Posse: 29/06/1993 - sob a presidência de Rinaldo Victor De Lamare

Saudado por: Aarão Burlamaqui Benchimol

Antecessor: Aarão Burlamaqui Benchimol

Falecido: 03/06/2005

Nasceu em 12 de julho de 1935, em Igarapava, São Paulo.

Filho de imigrantes libaneses, Calim Abdalla Saad e Evelina Fayad Saad.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1959. Doutor em Medicina (1961).

Livre docente de Cardiologia e Clínica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ainda muito jovem, tornou-se Professor Titular de duas Universidades Federais, a Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1971, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesta, participou da criação da Pós-graduação, tanto do Mestrado quanto do Doutorado. Colaborou na formação de centenas de cardiologistas, que hoje atuam e ensinam em todo o país. Pela UFRJ, recebeu o título de Professor Emérito.

Chefe de Clínica do Serviço da Cadeira de Cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado da Guanabara, com sede no Hospital de Clínicas Pedro Ernesto (1963-1967).

Sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Cardiologia; Membro Efetivo da Sociedade de Cardiologia do Estado da Guanabara; Sócio da Sociedade Mexicana de Cardiologia; Membro da Associação Médica Brasileira; Membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; Fellow do American College of Cardiology; Fellow da New York Academy of Sciences; Membro da Sociedade Brasileira de Investigação Clínica.

Membro do Comitê Editorial da Revista Latina de Cardiologia (1980).

Sua obra “Semiologia Cardiovascular”, publicada em 2003, é uma de suas grandes realizações, servindo como marco cultural médico para as atuais e próximas gerações. Lançou pela editora Guanabara-Koogan três volumes do “Tratado de Cardiologia”, dedicado à semiologia.

Lançou as sementes para a criação do Instituto de Doenças do Tórax da UFRJ, tendo feito inúmeros contatos com o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com o objetivo de formar parcerias para criação, gestão e logística institucional que viabilizasse a implementação desse marco histórico.

Em sua homenagem, a Prefeitura do Rio de Janeiro batizou uma das unidades da Clínica da Família do bairro de Santa Cruz com seu nome. Recebeu o Prêmio Gehardt Dogmark, destinado ao melhor trabalho sobre Medicina Tropical (1966). Cidadão do Estado do Rio de Janeiro, outorgado pela Assembleia Legislativa (1979).

Na ocasião da sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Epidemiologia da Insuficiência Cardíaca no Brasil”.

Faleceu em 03 de junho de 2005.