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Sessão de 27 de setembro de 2018 - ANM celebra centenário natalício do Acadêmico Francisco Fialho

A Academia Nacional de Medicina realizou na tarde da última quinta-feira (27), homenagem ao centenário de nascimento do Acadêmico Francisco Fialho. A cerimônia teve a presença dos confrades Acadêmicos, convidados e familiares. O patologista, nascido no Rio de Janeiro, em 10 de setembro de 1918, ocupou a Cadeira nº 88 da Secção de Ciências Aplicadas à Medicina, cujo Patrono é seu pai, Amadeu da Silva Fialho. Foi Membro Emérito da ANM, e graduou-se em 1941, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Acadêmicos do Anfiteatro Miguel Couto durante a homenagem a Francisco Fialho

Na ocasião, o Secretário Geral, Acadêmico José Galvão-Alves, responsável pela condução da cerimônia, deu início ao evento convidando o Acadêmico Carlos Alberto Basílio de Oliveira a prestar sua homenagem ao imortal. Dr. Basílio sucedeu a Francisco Fialho na Cadeira de nº 88 e foi recebido com saudação feita por ele em sua posse na ANM, em 1997. Foi também seu aluno e colega de especialidade. Ressaltando a obra e carreira do patologista, o Acadêmico recordou episódios que viveu com o homenageado.

Destacou a importância do Acad. Fialho para a especialidade de Patologia, a relevância da celebração realizada pela instituição e o aprendizado que adquiriu com ele enquanto discípulo, colega e confrade. Enumerou as instituições das quais Fialho fez parte e suas colaborações para a especialidade e formação de centenas de médicos e patologistas. O Acadêmico confessou sentir-se imensamente emocionado e orgulhoso por ser o responsável pela homenagem e declarou “ao mestre Fialho com a emoção e a gratidão que nunca passarão, muito obrigado”.

O Acad. Omar da Rosa Santos, realizou emocionada alocução em seguida, sobre a carreira do centenário Acadêmico. Enquanto revisitava momentos, lugares e personagens de sua carreira, destacou suas características humanísticas, sua vida pessoal, familiar e sua relação com os pacientes. Sobre sua época de aluno de Francisco Fialho, afirmou “era um professor correto, justo, de vez em quando nos dava um pouco de medo, mas isso passou com o tempo”. Direcionando-se aos familiares e ex-alunos presentes do imortal, informou que caberia a eles o dever de repetir no futuro o que ouviram na cerimônia, perpetuando sua memória e legado.

Por fim, Prof. Omar versou sobre Amadeu Fialho, pai de Francisco e Patrono da 88ª Cadeira da ANM. Discorrendo sobre seu papel na medicina e sua influência para o filho, concluiu “o tempo corre ilusoriamente e enreda-se na seta bilateral que mistura passado e presente. Amadeu, como Francisco estão hoje aqui, ingressando naquilo que é o futuro, o presente e o passado para nossa felicidade”. Exaltando características marcantes da personalidade de Francisco Fialho, o Acadêmico destacou sua coragem, cautela, serenidade, simplicidade, empenho, generosidade e harmonia, afirmando que foi assim sua passagem “naquela escola, nesta Academia e nesta Terra”, e parafraseando o poeta romano Estácio, finalizou “Coragem criança, é assim que se vai para o céu”.

Em seguida, o Acadêmico José Carlos do Valle homenageou o saudoso confrade relembrando sua atuação no Instituto Nacional do Câncer como Diretor, afirmando ter sido uma das maiores gestões da instituição, revolucionando, construindo e contribuindo para o avanço de diversos setores. Mencionou também a memória afetiva que o conecta com Francisco Fialho, seu apelido “Chiquito” – como o pai do Acad. José Carlos do Valle.

Prof. Orlando Marques Vieira também proferiu algumas palavras sobre o homenageado. Salientando sua carreira, frisou a relevância das homenagens póstumas ao grande professor que, seguindo os passos do pai, foi um grande incentivador dos valores da medicina. Citando o escritor argentino Jorge Luiz Borges, finalizou “O homem vive enquanto vivem seus amigos. Francisco Fialho vai seguir vivo, porque deixou amigos e discípulos”. O último a expressar seu tributo à Francisco Fialho foi o Acadêmico Mario Barreto Corrêa Lima, relembrou a convivência por 44 anos na Academia Nacional de Medicina, “agradável, íntima e respeitosa, mesmo com divergências ideológicas”. Ressaltou também todo seu esforço em prol da medicina e seus feitos pela Escola de Medicina e Cirurgia, declarando finalmente “não poderia deixar de citar seus grandes feitos, que honram a todos nós, membros dessa ilustre casa”.

Francisco Fialho nasceu em 10 de setembro de 1918, no Rio de Janeiro. Foi Assistente do Serviço Nacional de Câncer, Chefe da Secção de Anatomia Patológica e Diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Professor Catedrático de Anatomia e Fisiologia Patológica da Fundação Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Livre-docente de Anatomia e Fisiologia Patológica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Diretor do Hospital Universitário Gaffré Guinle, Chefe do Departamento de Patologia de Apoio Clínico da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Decano do Centro de Ciências Biológicas e Saúde da (UNIRIO). Faleceu em 29 de agosto de 2010.


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