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Eduardo Augusto Pereira de Abreu

Membro Titular

Eleito: 27/07/1863 - Posse: 27/07/1863 - sob a Presidência de Antonio Felix Martins (Barão de São Felix)

Saudado por: José Pereira Rego (Barão do Lavradio)

Falecido: 21/10/1892

Nasceu em 1833. Filho do comendador Plácido Antônio Pereira de Abreu - barbeiro de dom João VI, criado de quarto de dom Pedro I, tesoureiro da imperatriz Leopoldina - e de D. Ana Senhorinha Pereira de Abreu.

Doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1855 defendendo a tese intitulada “Menstruação".

Foi membro da Junta Central de Higiene Pública, órgão criado cinco anos antes para cuidar da administração da saúde pública, no auge da primeira epidemia de febre amarela que se abateu sobre a Corte e em 1861 foi nomeado segundo cirurgião do Exército.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1863, apresentando a memória intitulada “O laringoscópio e sua utilidade”.

Em razão da Guerra do Paraguai (1864-1870), em 1865 foi enviado a Montevidéu, no Uruguai. Era, na ocasião, o homem de confiança (secretário e assistente) de Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, chefe do corpo de saúde. Todavia permaneceu apenas dois meses naquela cidade e deixou o Exército pouco depois de retornar ao Rio de Janeiro. Além disso, assumiu a Enfermaria de Menores do Arsenal de Guerra da Corte.

Publicou em 1867 a obra “Estudos higiênicos sobre a educação física, intelectual e moral do soldado”, no qual foi um trabalho marcado por sua experiência da Guerra do Paraguai, sendo uma das primeiras produções em que se buscou explicitamente unir preocupações médicas e militares, bem como estabelecer nítida conexão entre a fabricação de um combatente e o forjar de um cidadão, ambos prontos para defender a pátria. Nela, a prática de atividades físicas ligadas ao civismo, ao vigor e à saúde foi apresentada como de grande relevância, antecipando e influenciando futuros debates nacionais sobre a importância da educação física para o Brasil.

Faleceu em 21 de outubro de 1892, no Rio de Janeiro.