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Liga de Anatomia Aplicada da UERJ realiza Simpósio na ANM

A Academia Nacional de Medicina recebeu na última sexta-feira, 27 de abril, o VII Simpósio da Liga de Anatomia Aplicada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que teve como tema Semiologia: A Medicina Por Trás dos Sinais e Sintomas, sobre o qual foram realizadas nove palestras com especialistas da área.

Alunos no Salão Nobre da Academia Nacional de Medicina durante intervalo do evento

A primeira etapa do evento abordou a semiologia de natureza gastrointestinal, ginecológica e dermatológica. O Dr. Felipe de Andrade Magalhães iniciou a rodada de palestras com uma breve introdução sobre a visão do clínico na prática semiológica. Em seguida, a médica intensivista Vânia Cochlar apresentou casos clínicos para explicar os sintomas envolvidos na cirrose hepática e os exames realizados para verificar a suspeita da doença.

O Professor de Ginecologia da UERJ, Paulo Gallo de Sá, discorreu sobre as etapas da semiologia ginecológica e os principais aspectos a serem analisados nos exames ginecológico e mamário. Sobre o tema Semiologia Dermatológica na Prática Médica, a dermatologista Danielle Mello, do Hospital Universitário Pedro Ernesto, palestrou sobre lesões elementares. Segundo ela, são padrões de alteração no tegumento, cujo reconhecimento permite a construção de hipóteses diagnósticas. As lesões podem se manifestar como máculas ou manchas, lesões sólidas, lesões por espessamento cutâneo e lesões de conteúdo líquido.

Na segunda rodada de palestras foram debatidos assuntos referentes à oncologia, cardiologia e neurologia. O Professor Evandro Mendes Klumb palestrou sobre Semiologia Reumatológica, abordando especialmente dor no ombro. Uma das queixas mais comuns de dor regional músculo-esquelética, a dor no ombro atinge cerca de 12 a 21% da população geral e na maioria dos casos está relacionada a atividades ocupacionais. De acordo com o reumatologista, a doença pode ser diagnosticada através de anamnese minuciosa e exame físico cuidadoso. Klumb finalizou sua apresentação indicando alguns testes eficazes no diagnóstico do problema.

Abordando semiologia neurológica, a professora Cristina Goés explicou a origem da técnica e afirmou que 73% dos pacientes neurológicos podem ter diagnóstico correto estabelecido ao final da anamnese e do exame físico. Já o doutor Ricardo Bedirian apresentou um caso clínico para ilustrar como é realizada a semiologia cardiológica e quais são as técnicas utilizadas para se atingir o diagnóstico.

O cardiologista e Honorário Nacional da Academia Nacional de Medicina Celmo Celeno Porto finalizou o simpósio com o tema “Semiologia e a Humanização da Medicina”, onde versou sobre os princípios bioéticos da prática profissional. A partir do relato de casos reais, o médico discorreu a respeito da relação com o paciente, humanização e integridade médica, e a postura adequada no tratamento de doenças. Ao concluir sua apresentação, o professor abriu uma sessão de perguntas para que os alunos presentes pudessem tirar dúvidas e comentar os assuntos discutidos ao longo do evento.


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