Academia Nacional de Medicina

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Domingos José Freire Júnior

Membro Titular

Eleito: 21/04/1885 - Posse: 21/04/1885 - Sob a presidência de Agostinho José de Souza Lima

Falecido: 1889

Nascido a em 5 de novembro de 1842, no bairro de São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Filho de Domingos José Freire e D. Lauriana Luciana Rosa Freire.

Tornou-se bacharel pelo colégio Pedro II em 1959 e doutorou-se em Medicina em 1866, tornando-se professor de Química Orgânica e Biológica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. 

Destacou-se nas pesquisas sobre febre amarela e desenvolveu uma vacina para a prevenção da doença. Em 1880 publicou o livro Recueils des travaux chimiques suivis de recherches sur la cause, la nature et le traitement de fièvre jeune (“Compilações de trabalhos químicos seguidos de pesquisas sobre a causa, a natureza e o tratamento da febre amarela”). No final de 1883, através do Aviso nº. 4.546, o Ministério e Secretaria de Estado de Negócios do Império concedeu-lhe autorização para inocular sua vacina na população do Rio de Janeiro. Foram mais de 2.000 pessoas vacinadas com êxito. Em fevereiro de 1892, o Ministério do Interior, pelo decreto nº. 1.171 criou o Instituto Bacteriológico Domingos Freire, anteriormente denominado Laboratório de Bacteriologia. 

Freire Junior assumiu a direção do Museu Nacional em 1893, quando a instituição já se encontrava no Paço de São Cristóvão. Exerceu este cargo até 1895. Obteve grande reconhecimento nacional e internacional devido a seu trabalho como bacteriologista, principalmente por ter reivindicado a descoberta da febre amarela e ter desenvolvido a vacina que inoculava a doença. Domingos José Freire foi cirugião-mór da brigada por serviços no Paraguai, Oficial da Ordem da Rosa, representante do Brasil ao Congresso de Bruxelas em 1871 e professor interino da Escola Politécnica. 

O pesquisador dirigiu o referido Instituto Bacteriológico até seu falecimento em 21 de agosto de 1899 em sua casa, cuja rua já se chamava Domingos Freire, em Inhaúma, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Na ocasião de sua posse na Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Ptomanias da Febre Amarela”.

Demitiu-se da Academia Nacional de Medicina conforme ofício lido em Sessão de 27 de dezembro de 1894.

Faleceu a 1889, no Rio de Janeiro.