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Sessão de 12 de abril de 2018 - Homenagem ao centenário de nascimento do Acadêmico Nova Monteiro emociona confrades

Em cerimônia de comemoração ao centenário do ilustre Acadêmico, que faleceu aos 87 anos em 3 de outubro de 2005, os Acads. Carlos Américo de Barros e Vasconcellos Giesta, Karlos Mesquita e Celso Portela fizeram alocuções emocionadas em respeito à memória do homenageado, na Sessão do dia 12 de abril.

Em sua mensagem, o Acad. Giesta relembrou a trajetória profissional do notável médico e ressaltou que "recordá-lo exclusivamente como ortopedista seria cometer injusta restrição". Referiu-se ao imortal como um homem de excepcional medida intelectual, exaltando sua erudição e suas obras enquanto pensador. Declarou que a solenidade renova os sentimentos de saudade, acompanhados sempre pela admiração e afeição.

O Acadêmico Nova Monteiro em dois momentos: em foto mais recente (2001) e quando de sua posse como Membro Titular da Academia Nacional de Medicina (1961)

O Acad. Karlos Mesquita também se pronunciou a respeito da carreira do Prof. Nova Monteiro. O companheiro de especialidade ressaltou seu espírito pioneiro e realizador, ao relembrar momentos marcantes de sua vida, como a criação do Serviço de Ortopedia no Hospital Miguel Couto e o período em que foi diretor da instituição, implementando diversos avanços técnicos e estruturais.

Recordou sua atuação como Chefe do Serviço de Ortopedia por mais de 50 anos, possivelmente alcançando um recorde mundial, afirmando que coube a ele, com grande capacidade de atenção, ativação política e determinação, abrir espaço na estrutura então vigente. O ortopedista finalizou sua saudação destacando a importância do legado deixado pelo homenageado para a prática da especialidade no Brasil.

O Acadêmico Celso Portela foi o último a prestar tributo à memória de Nova Monteiro, com quem, segundo ele, “nenhum de nossos pares teve oportunidade de convívio tão peculiar”. Narrou episódios que viveu com o célebre amigo e suas quase diárias caminhadas ao longo da praia de Copacabana: “Conhecido perfeccionista, realizava o exercício com disciplina militar, amenizada pela conversa, repassando-me experiências de vida e seus conceitos, sem jamais perder a cadência da marcha", relembrou o confrade.

O cirurgião concluiu sua mensagem ressaltando a integridade profissional e a conduta ética do Acadêmico, que sempre priorizou a igualdade na qualidade do atendimento prestado a seus pacientes, tanto no Hospital Municipal Miguel Couto quanto na Casa de Saúde São Miguel. Por fim, citou o homenageado com a célebre frase “a cirurgia que indicamos para nossos pacientes deve ser a mesma que faríamos em nós mesmos”.

José Albano de Carvalho da Nova Monteiro nasceu em 16 de Janeiro de 1918 em Salvador (BA). Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1941, com especialização e Pós-Graduação no Instituto de Traumatologia e Ortopedia de Montevideo (1943). Foi Professor Emérito de Clínica Ortopédica e Traumatológica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, organizador e Primeiro Chefe do Serviço do Ortopedia e Traumatologia do Hospital Miguel Couto e Diretor desse mesmo hospital.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1961 e passou a Emérito em 1987. Ocupou a Cadeira de número 87, cujo Patrono é Cândido Barata Ribeiro.


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