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Domingos de Almeida Martins Costa (Cadeira No. 06)

Membro Titular

Secção de Medicina

Cadeira No. 06 - Patrono: Manoel de Valladão Pimentel (Barão de Petrópolis)

Eleito: 07/08/1876 - Posse: 07/08/1876 – Sob a presidência de José Pereira Rego (Barão do Lavradio)

Falecido: 22/04/1891

Nascido a 15 de julho de 1851, em Vila do Brejo dos Anapurus (MA). Filho do alferes Luiz de Almeida Martins e D. Justina Teixeira de Almeida. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1875, defendendo a tese “O Valor dos Investimentos Termonéticos no Diagnóstico, Prognóstico e Tratamento das Pirexias que reinam no Rio de Janeiro”.

Ainda acadêmico de medicina, escreveu dois trabalhos “Preparação de Peças para Museus e Gabinetes Anatômicos” e “Piogenia”, o último deles apresentado como memória à Academia Imperial de Medicina, com parecer e comentários do Prof. João Damasceno Peçanha da Silva.

Na excelente secção “Nossos Clássicos”, organizada pelo Prof. Pedro Nava na revista Brasil-Médico, escreveu capítulo sobre “Anomalias ou Lesões Congênitas do Coração”, tirado do “Tratado das Moléstias do Coração e dos Grossos Vasos Arteriais”, obra esta que sua morte fez ficar inacabado e no primeiro volume. Neste trabalho, Martins Costa demonstra seus profundos conhecimentos da semiologia, patologia e clínica das afecções cárdio-arteriais.

“A Malária e suas Diversas Modalidades Clínicas” constitui, também, trabalho de valor, destacando-se pela perenidade e valor duradouro, os dois capítulos versando a história da malária e sua distribuição geográfica nas várias províncias do império do Brasil.

Em 1881 colaborou ativamente para a fundação da Policlínica Geral do Rio de Janeiro e em 1882 passou a chefiar o Serviço de Moléstias do Sistema Nervoso. Através de concurso, conquistou em 1882 a 2ª Cadeira de Clínica Médica, da Faculdade Nacional de Medicina.

Vice-Presidente da Academia Imperial de Medicina (1889-1890), trabalhou intensamente para fundar com Catta Preta, Bulhões e outros, a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Na Academia, foi também Bibliotecário (1885-1886) e Presidente da Secção de Medicina (1890-1891).

O nome de Martins Costa está intimamente ligado à história da criação de nossas instituições hospitalares, da nossa malariologia, de nossa neurologia e nossa cardiologia. Os tratados que publicou devem ser considerados como obras clássicas.

Faleceu a 2 de abril de 1891, vítima de esclerose cardio-renal, em Petrópolis (RJ).