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Sessão de 21 de setembro de 2017 - Aula do Curso de Atualização em Ciências Médicas aborda Hipertensão Arterial Sistêmica

No dia 21de setembro, o Curso de Atualização em Ciências Médicas da ANM debateu o tema Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), tendo como palestrante convidado o Acad. Cláudio Buarque Benchimol.

O Professor Benchimol é graduado em Medicina (UERJ), especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e mestre e doutor em Cardiologia pela UFRJ. É Professor Adjunto da UERJ e da UFRJ em Cardiologia, foi Chefe da Seção de Hemodinâmica e Angiocardiografia do Hospital de Clínicas da UERJ e Chefe do Laboratório de Hemodinâmica e Angiocardiografia e Cardiologia Invasiva no HUCFF (UFRJ). É autor de diversos artigos em revistas nacionais e internacionais e capítulos de livros e membro de vários conselhos editoriais de periódicos científicos. Foi co-editor da Enciclopédia Brasileira de Cardiologia. É fellow da Universidade de Londres e Membro da ANM, ocupando a cadeira de nº 14.

O Acadêmico Claudio Benchimol interagiu com os alunos ao longo de sua conferência

O professor Benchimol iniciou a sua apresentação mostrando alguns dados epidemiológicos sobre a doença, ressaltando que atualmente mais de 1 bilhão de pessoas no mundo têm HAS e que, até 2025, mais de 1/3 da população mundial terá esta patologia, devido ao envelhecimento da população e do aumento da prevalência da obesidade.

A apresentação seguiu com a exposição dos mecanismos que levam à HAS e sua fisiopatologia. Mecanismos neurais, renais, a obesidade e aspectos genéticos foram debatidos com os alunos.

A definição de HAS transmitida pelo palestrante, foi: níveis pressóricos maiores ou iguais a 140 mmhg para a sistólica e/ou 90 mmhg para a diastólica. O professor explicou ainda que a HAS sistólica é causada basicamente pelo aumento do tônus simpático e a HAS diastólica tem relação com o aumento da resistência vascular periférica. Além disso, mostrou que a HAS no idoso tem uma relação direta com o “endurecimento” das paredes das artérias.

A classificação da HAS também foi debatida pelo Acadêmico, nos informando que a pressão arterial (PA) ótima seria abaixo de 120 mmhg x 80 mmhg. Os níveis até 130 mmhg x 85 mmhg são considerados, ainda, normais. A HAS estágio I se dá quando os valores chegam a 140 mmhg x 90 mmhg. E a doença pode ir até o estágio III, o nível mais grave, quando os valores pressóricos ultrapasssam 180 mmhg x 110 mmhg.

Dentre as causas de HAS, além das causas primárias, há também causas secundárias, sendo possível citar: causa renovascular, síndrome de cushing, coarctação de aorta, feocromocitoma, uso e anticoncepcionais e uso de anti-inflamatórios.

- Os órgãos mais acometidos com a HAS, ou seja, que sofrem mais danos diretos são: o cérebro, os rins e o coração - afirmou o palestrante.

Em relação ao tratamento da HAS, o professor demonstrou que mudanças no estilo de vida são fundamentais. Evitar o fumo e o álcool, reduzir o peso e praticar atividade física, reduzir a ingestão de sódio, além de evitar o uso de anticoncepcionais, anti-inflamatórios e vasoconstritores nasais (sem orientação médica) são medidas extremamente importantes para o controle da pressão arterial.

Dentre os medicamentos que podem ser usados para o tratamento desta doença, de forma isolada ou combinada, foram citados: os agentes centrais (clonidina, reserpina etc); os diuréticos, os inibidores do sistema renina-aldosterona; os alfa-bloqueadores; os betabloqueadores; e os vasodilatadores (como os bloqueadores dos canais de cálcio e outros grupos).

Anfiteatro Xavier Sigaud

Ao fim da aula, o Acadêmico Cláudio Benchimol debateu com os alunos, respondendo às perguntas que surgiram sobre aspectos do prognóstico da doença, fisiopatologia, fatores de risco para o surgimento da patologia, combinação e escolha de medicamentos para o tratamento de casos específicos e outras dúvidas.


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