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Evento “Resultados e Avanços da Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro”, da Rede Faperj, é realizado na Academia Nacional de Medicina

Visando o estreitamento das relações com as instituições científicas, a Academia Nacional de Medicina recebeu, no anfiteatro Miguel Couto, o evento “Resultados e Avanços da Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro”, contando com a participação de integrantes de seis diferentes redes financiadas pela Faperj, em um total de 379 pesquisadores envolvidos. A Academia Nacional de Medicina, que já havia recebido os Simpósios “Zika & Chikungunya: Onde Estamos e para Onde Vamos?”, em 22 de setembro, e “ZIKA”, entre os dias 7 e 10 de novembro, ratificou, na última terça-feira, seu compromisso no combate ao avanço destas doenças.

A mesa diretora da abertura do evento, presidida pelo Acadêmico Jerson Lima

O edital “Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro”, lançado em 18 de dezembro de 2015, visava apoiar o desenvolvimento de estudos específicos sobre arboviroses, em especial Dengue, Zika e Chikungunya. O objetivo era responder algumas questões emergenciais ainda sem respostas, como o diagnóstico sorológico do zika vírus; controle vetorial mais eficiente; desenvolvimento de métodos terapêuticos e a comprovação das associações do vírus a danos ao sistema neurológico, como a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré. Com duração prevista de dois anos, o evento significou uma primeira avaliação dos trabalhos desenvolvidos ao longo desta primeira etapa, representando uma importante oportunidade de reflexão e troca de experiências.

Na abertura do evento, o Acadêmico e coordenador do evento, Jerson Lima da Silva, destacou o trabalho desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos, em especial no tocante às doenças negligenciadas, como as infecções fúngicas e a própria Dengue. Chamou atenção para o risco que a atual crise financeira no estado do Rio de Janeiro pode representar no que se refere ao financiamento de pesquisas de ponta, afirmando que os cortes previstos serão convertidos em retornos negativos. Segundo o Acadêmico, o sucateamento das instituições científicas pode culminar, por exemplo, no pagamento de royalties de vacinas que poderiam ser desenvolvidas em centros de pesquisa nacionais, por meio de editais como este.

Além dos representantes da Faperj, as redes associadas contam com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e instituições privadas, como a Universidade Severino Sombra (USS) e o Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

Ao final do evento, o Acadêmico Jerson Lima destacou o trabalho que vem sido desenvolvido pela ciência brasileira como um todo, afirmando que é preciso reconhecer a excelência dos resultados apresentados. A respeito da produção científica, ressaltou que o Brasil responde por 15% dos artigos publicados sobre zika no mundo, sendo que 5% destes trabalhos se devem aos pesquisadores do Rio de Janeiro. Dentro do território brasileiro, estes números são ainda mais impressionantes, com o estado do Rio respondendo por aproximadamente 35% dos artigos publicados sobre o zika vírus.


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