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Acadêmico Luiz Felippe Mattoso passa a Membro Emérito da ANM

Em Sessão realizada na última quinta‐feira (1º), a Academia Nacional de Medicina concedeu o título de Membro Emérito a um de seus mais destacados confrades, o radiologista Felippe Mattoso. A honraria é concedida somente àqueles Membros que completaram 25 anos na qualidade de Membro Titular da instituição, de acordo com o que estabelece o Estatuto da Academia Nacional de Medicina – Capítulo III, Artigo 6º: “Passarão a membros Eméritos os membros Titulares que completarem 25 anos de Academia nesta condição, e que o desejarem, mantendo‐se‐lhes todos os direitos e deveres de Membro Titular”.

Felipe Mattoso tomou posse na Academia Nacional de Medicina em 29 de novembro de 1983, e com 33 anos como Acadêmico Titular solicitou passagem à categoria de Membros Eméritos no dia 01 de setembro de 2016.

O Acadêmico Luiz Felippe Mattoso nasceu na cidade de Rio de Janeiro, em 04 de julho de 1937. Graduou‐se em Medicina em 1961, pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O Acadêmico Emérito Felippe Mattoso

Foi interno do Serviço de Radiologia do Hospital de Clinicas Manoel Quintela da Faculdade de Medicina em Montevidéu, Uruguai, 1961. Foi Residente Médico em Radiologia no Massachusetts General Hospital – Boston, Massachussetts, EUA, de 1962 a 1965. Foi Professor de Radiologia da Faculdade de Medicina de Petrópolis, da Escola Médica de Pós‐Graduação Carlos Chagas e da Universidade do Estado o Rio de Janeiro – UERJ. Chefiou o Serviço de Radiologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ e da Clínica Luiz Felippe Mattoso.

Foi um dos pioneiros em Radiologia Intervencionista e de novas modalidades de diagnóstico por imagem (Ussom, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e PET‐CT).

É Membro de diversas instituições, entre as quais: Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; Sociedade Brasileira de Radiologia; Titular do Colégio Brasileiro de Radiologia (por concurso); Sociedade Brasileira de Neuroradiologia; Radiological Society of North America, Honorário da Sociedade Portuguesa de Radiologia; Sociedade Brasileira de Angiologia; Sociedade Brasileira de Nefrologia; Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Estado do Rio de Janeiro; Associado do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; “Alumni Association of the Masschusetts General Hospital – Harvard Medical School”. Além de integrar inúmeras Sociedades e Associações médicas nacionais e internacionais, Felippe Mattoso foi homenageado pela Sociedade de Medicina e Cirurgia do Estado do Rio de Janeiro em 2005 como “Médico do Ano”.

Na Sessão na qual se deu sua passagem para a categoria de Membros Eméritos, o Presidente Francisco Sampaio homenageou a imortalidade característica dos Membros da Academia Nacional de Medicina, fazendo homenagem a Felippe Mattoso e apresentando uma breve história de alguns ocupantes da Cadeira 83.

O Patrono da Cadeira 83, Vital Brazil Mineiro da Campanha, nascido a 28 de abril de 1865, participou das brigadas de combate à febre amarela e à peste bubônica em várias cidades no Estado de São Paulo. Fundador do Instituto Vital Brazil, em Niterói. Tornou‐se mundialmente conhecido pela descoberta da especificidade do soro antiofídico; do soro contra picadas de aranha; do soro antitetânico e antidiftérico e do tratamento para picada de escorpião.

O antecessor de Luiz Felippe Mattoso foi Paulo de Góes, nascido a 14 de julho de 1913. Paulo de Góes foi médico de formação, mas destacou-se como importante Microbiologista. Idealizador e criador do Instituto de Microbiologia que, em 1995, em concordância com o corpo docente, discente e de funcionários, alterou o nome da instituição para Instituto de Microbiologia Paulo de Góes. O Acadêmico veio a falecer em 13 de novembro de 1982, abrindo vaga para a Cadeira 83, para a qual Felippe Mattoso concorreu e foi eleito em 1983.

Na ocasião de sua posse em 1983, o então Novel Acadêmico Felippe Mattoso foi saudado por um de seus confrades, o Acadêmico Paulo Frederico de Albuquerque que, dentre suas atuações como médico Urologista, é possível destacar sua Chefia da Divisão de Urologia do Serviço do Dr. Paulo Cesar de Andrade (1945‐1953); do Serviço de Urologia da Santa Casa 14º Enfermaria e sua carreira como docente de Urologia Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Durante alguns anos, navegou pelo mundo em seu veleiro Vitória escrevendo dois livros de crônicas sobre suas viagens.

O Acadêmico é também conhecido por ser um esportista, com especial gosto pelo tênis e o golfe, além da prática de velejar, tendo sido responsável por ensiná-la ao Acadêmico Paulo Frederico de Albuquerque.

O Acadêmico Luiz Felippe de Queirós Mattoso em discurso na ANM


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