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Em função do feriado de Sexta-Feira Santa, não houve Sessão na ANM no dia 24 de março de 2016

Sexta-feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão é uma data religiosa cristã que relembra a crucificação de Jesus Cristo e sua morte no Calvário. O feriado é observado sempre na sexta-feira que antecede o Domingo de Páscoa, o sexto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o sétimo no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). É o primeiro dia (que começa na noite da celebração da Missa da Ceia do Senhor) do Tríduo Pascal e pode coincidir com a data da Páscoa judaica.

Este dia é considerado um feriado nacional em muitos países ao redor do mundo e em grande parte do ocidente, especialmente nas nações de maioria católica.

Como alusão à data, o Presidente Francisco J. B. Sampaio, preparou um cartaz em que mostra a pintura “Il Cenacolo Vinciano (a Última Ceia) – de Leonardo da Vinci”, e mostrou um pequeno resumo da obra e do autor, que vão reproduzidos a seguir.

 

Il Cenacolo Vinciano (a Última Ceia) – de Leonardo da Vinci

 

Leonardo da Vinci – auto-retrato

 

Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452 - Amboise, 2 de maio de 1519 - Itália) morou em Milão durante duas ocasiões. Na primeira vez, ele fez parte da corte do duque de Milão, Ludovico Sforza. Ficou na cidade entre 1482 e 1499, realizando algumas de suas obras mais importantes como a Virgem dos Rochedos e a Última Ceia.

O duque de Milão, Ludovico Sforza, após encomendar alguns trabalhos, em 1495 resolveu incumbir Leonardo da Vinci de pintar o refeitório de um convento em que ele teria sido o benfeitor. Tratava-se do convento de Santa Maria delle Grazie, que o Duque mandou construir para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. O tema era uma tradição para refeitórios, mas a interpretação de Leonardo deu um maior realismo e profundidade ao lugar. A obra, iniciada por Leonardo em 1495 e concluída em 1498, mede 4,6 x 8,8 metros. Leonardo da Vinci passou grande parte destes três anos dando atenção integral a esta pintura o que era fato raro para um pintor versátil e do seu quilate.

Da Vinci escolheu esta pintura baseada no Evangelho de João 13:21, no qual Jesus anuncia aos doze apóstolos que alguém, entre eles, o trairia. Esta pintura, na história evangélica, é considerada a mais dramática de todas. Ao centro, Cristo é representado com os braços abertos, num gesto de resignação tranquila, formando o eixo central da composição.

A imagem da Última Ceia foi uma das que mais sofreram com o desgaste do tempo. Ao invés de utilizar a técnica confiável do afresco, Leonardo utilizou nesta obra a técnica da têmpera, que se utiliza basicamente de uma superfície de gesso na parede. Isso permitiu a Leonardo dispor de mais tempo na execução da obra (o afresco exige que o pintor trabalhe rapidamente enquanto o reboco da parede ainda está “fresco”). No entanto, esta escolha condenou a longevidade da obra: ao contrário da Capela Sistina por exemplo, a Última Ceia demonstrava alguns sinais de deterioração e mofo já nos primeiros anos depois da sua conclusão.

Também foi usado uma linha chamada linha do horizonte, que é uma linha horizontal traçada no meio da pintura, fazendo com que o rosto de Jesus fique, tanto verticalmente quanto horizontalmente, no centro de tudo.

Além da técnica de pintura favorecer o desgaste, a mesma sofreu agressões ao longo do tempo, desde a abertura de uma porta na parede pelos padres, até ao bombardeio aéreo na segunda guerra mundial.

 

Em 1943, durante a segunda guerra mundial, a igreja foi praticamente destruída, mas as paredes da pintura sobreviveram (círculo) e foram completamente restauradas

 

 

Descrição dos personagens: Os apóstolos se agrupam em quatro grupos de três, deixando Cristo relativamente isolado ao centro. Da esquerda para a direita (do ponto de vista de quem está diante da pintura), seguindo as cabeças, estão: no primeiro grupo, Bartolomeu, Tiago Menor e André; no segundo grupo, Judas Iscariote, Pedro (cabelo branco) e João (imberbe); Cristo ao centro; no terceiro grupo, Tomé, Tiago Maior e Filipe (também imberbe); e no quarto grupo, Mateus (aparentemente com barba rala), Judas Tadeu e Simão Cananeu também chamado de Simão, o Zelote, por último. Estas identificações provêm de um manuscrito original de Leonardo da Vinci, encontrado no século XIX.

Cogita-se que o rosto de Judas, representado na pintura, retrataria Girolamo Savonarola, padre Dominicano e pregador na Florença renascentista e que foi executado por ordem do Papa Alexandre VI em 1498.