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Acadêmico Rui Haddad aborda o Atendimento Pré-Hospitalar ao Trauma no Curso de Atualização - 24 de setembro de 2015

 

O Curso de Atualização da ANM, no dia 24 de setembro, em aula ministrada pelo Acadêmico Rui Haddad, abordou o Atendimento Pré-Hospitalar ao Trauma e, de acordo com o próprio Acadêmico, os objetivos da apresentação foram: discutir o papel do Serviço Médico de Emergência, o manuseio pré-hospitalar do paciente e a transferência do paciente para serviços e hospitais.

O palestrante expôs os princípios básicos de um Serviço Médico de Emergência (SME): prover atendimento eficiente e rápido ao paciente traumatizado; ter um líder para organizar o manuseio; ser bem equipado, em termos materiais; possuir profissionais bem treinados e trabalhando de forma interdisciplinar; atender especificamente a comunidade onde se encontra; providenciar cuidados iniciais e transporte de alta qualidade, para o local do tratamento definitivo. O Acadêmico Rui Haddad enfatizou que o ponto chave para um SME funcionar de forma eficiente é a comunicação. Existir um número de telefone de fácil memorização, como o 911 nos EUA ou 193 para o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, é um primeiro passo fundamental. Além disso, a coordenação da comunicação entre as ambulâncias que realizam o atendimento e os hospitais é fator crucial para o funcionamento do Serviço.

Dando prosseguimento à aula, o palestrante destacou os dois tipos de componentes, em um SME, em relação ao atendimento: os de primeira linha, que são as pessoas que chegam à cena do acidente e acionam o SME, sendo, muitas vezes, responsáveis pela avaliação e pela informação inicial; e os de segunda linha, que são as equipes multiprofissionais que atuam no local do acidente, em ambulâncias ou helicópteros. A maior difusão de conhecimento sobre acidentes e cursos para educação da população em geral melhorariam substancialmente a atuação dos componentes de primeira linha e o resultado final para o paciente.

No local do acidente, o Acadêmico Rui Haddad afirmou ser importante a realização da triagem das vítimas. O Injury Severity Score (ISS) e o Revised Trauma Score (RTS) foram valorizados pelo palestrante. A avaliação inicial do paciente, que deve ser ordenada, eficiente e rápida, consiste de: análise da via aérea, estabilização da coluna, análise da respiração e prover ventilação, compressão torácica e controle da hemorragia, além da avaliação neurológica e exposição do paciente para visualização de áreas com lesões. Lembrou, ainda, a relevância da “golden hour”, ou seja, o paciente ser o mais rapidamente possível atendido e transportado para o hospital referência no tipo de trauma sofrido. Por fim, o palestrante abriu o debate e se colocou à disposição dos alunos, que usufruíram de sua experiência e conhecimento.

O Acadêmico Rui Haddad é graduado em Medicina pela UFRJ, fez Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital da Polícia Militar e em Cirurgia Torácica na Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. É especialista em Cirurgia Torácica pela University of Toronto (Canadá) e Mestre e Doutor em Cirurgia pela UFRJ. Ex-Professor do Departamento de Cirurgia UFRJ, atualmente é Professor Titular do Curso de Cirurgia Torácica da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-Rio. É revisor de vários periódicos científicos e membro de várias Sociedades Médicas, dentre elas o American College of Chest Physicians.


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