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Dia de festa na comemoração dos 186 anos da Academia Nacional de Medicina - 30 de junho de 2015

Uma festa com mais de 200 pessoas, entre autoridades, acadêmicos e familiares, com direito a bolo e soprar de velinhas, marcou o 186° aniversário da Academia Nacional de Medicina (ANM), na última terça-feira, 30. “Hoje é dia de festa e esplendor e, por isso, cultivemos as virtudes e partilhemos do sonho de manter esta Academia sempre em evolução e crescimento”, disse o presidente da ANM, Professor Pietro Novellino, em mesa que contou com a presença de nomes emblemáticos da saúde, da cultura e da política nacional, como o do Secretário Estadual de Saúde Felipe Peixoto, do ex-senador Bernardo Cabral e do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, entre outras personalidades.

Na apresentação do relatório do biênio 2013-2015, com reza a tradição da casa, o secretário-geral da ANM, Acadêmico José Galvão Alves, fez um balanço das atividades da atual gestão. Foram realizadas, no período, 35 sessões ordinárias, com a presença de 70 conferencistas, além dos vários simpósios, com um ou dias de duração. Nestes eventos foram tratados temas da atualidade médica, como “A situação da AIDS no Brasil”, “Planejamento e Organização dos Serviços Médicos nos Jogos Olímpicos de 2016”, “Maconha – Proibicionismo, Crime e Corrupção”, “O Programa brasileiro de controle da malária”, “Simpósio Binômio Estética e Reconstrutora” e, mais recentemente, o “1° Congresso Sul-Americano das Academias de Medicina”, para citar alguns.

Entre outras atividades do exercício, o secretário-geral da ANM listou o lançamento de vários livros, como os recentes “ATLAIDS”, do Acadêmico Carlos Alberto Basílio de Oliveira, e “Manual da Alergia Alimentar”, do Acadêmico Aderbal Sabrá, e a presença do seu presidente, Professor Pietro Novellino, em 87 solenidades, sendo ainda representado em outras 13. Acrescentou às realizações os diversos prêmios acadêmicos concedidos pela ANM e as parcerias com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras entidades que ressaltam, segundo o Acadêmico Galvão Alves, “a importância da ANM no cenário científico-cultural do País, sob a irrepreensível liderança do Acadêmico Pietro Novellino”.

Em seu discurso, o orador oficial da ANM, Acadêmico Mario Barreto Correia Lima, lamentou às inestimáveis perdas de oito acadêmicos, falecidos, e, em contrapartida, as posses de novos membros, entre titulares, correspondentes e honorários. No arrazoado, o orador criticou o “estado lastimável” do País em todos os setores, principalmente da Saúde. “A insegurança generalizada, o pauperismo da população e a corrupção completam o quadro trágico”, disse.

O Acadêmico Barreto Correia Lima também apontou mazelas na prática da medicina, em que profissionais tendem a dar mais importância aos exames complementares “em detrimento do exame clínico e do contato com o paciente”. No discurso não poupou a situação dos hospitais, principalmente da rede pública, que estão “à míngua”, como o Gafree e Guinle, o Clementino Fraga Filho e o Aluízio de Castro, onde, neste último, segundo reportagem de O Globo, a limpeza estava sendo feita por pacientes.