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Academias de medicina sul-americanas debatem no Rio a saúde no continente

Problemas de saúde comuns nos países sul-americanos, como o AVC (Acidente Vascular Encefálico), as enfermidades advindas do envelhecimento prolongado, a escassez de água e o consumo de drogas serão temas debatidos por acadêmicos do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai durante o I Congresso Sul Americano das Academias de Medicina, que ocorrerá nesta quinta, 18, e sexta, 19, na sede da Academia Nacional de Medicina (ANM), no Rio.

Os presidentes da ANM, Professor Pietro Novellino, e da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (ACAMERJ), Alcir Chacar, responsáveis pela organização, farão a abertura oficial do evento, que passará a ser realizado anualmente em cada um dos países participantes. Ao final deste I Congresso, os acadêmicos elaborarão um documento que será entregue às autoridades dos seus países com propostas para adoção de políticas públicas de saúde.

Em sua conferência “Acidentes Vascular Encefálico e Propostas para o Século XXI”, o neurologista Ramon Leiguarda, da Academia Nacional de Medicina da Argentina, abordará a grande incidência da doença que, no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mata uma pessoa a cada seis segundos.

Em “Envelhecimento Humano em Nosso Continente – Desafios e Soluções” a médica brasileira especialista em geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Cláudia Burlá, discorrerá sobre as implicações decorrentes do prolongamento da vida. Segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para População (UNFA), um quarto da população da América do Sul e Caribe, que envelhece a um ritmo maior do que a dos países desenvolvidos, terá mais de 60 anos em 2050. Como atender a demanda de saúde e lazer da população de idosos que cresce exponencialmente?

Na conferência “Drogas – Legalização e seu uso”, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor titular da Universidade Federal de São Paulo – USP e membro da Escola Paulista de Medicina, defenderá que não há “saídas fáceis” para resolver o problema das drogas. O Brasil, segundo ele, tem 3 milhões de usuários de maconha e é o segundo do mundo em consumo de cocaína, com 2,6 milhões de usuários.

Em “O Desafio da Oferta de Água Potável no Século XXI”, o professor Leo Heller, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre água e saneamento, tratará da importância na preservação dos recursos hídricos como base para o futuro sustentável. Dados do Banco Mundial indicam que, até 2050, mais de um bilhão de pessoas viverão em cidades sem água suficiente.