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Homenagem póstuma ao Emérito Hélio Aguinaga

Na presença de familiares, acadêmicos e convidados, a Academia Nacional de Medicina, nesta quinta-feira última, 21, fez homenagem póstuma ao Acadêmico Emérito Hélio Aguinaga, falecido no início deste mês. “A Academia sente profundamente a falta deste seu querido confrade, que será sempre lembrado”, disse o Presidente da ANM, Professor Pietro Novellino. “Estamos enaltecidos por relembrar os feitos de um de nossos mais ilustres membros”.

Em discurso emotivo e contundente, o Acadêmico Ricardo Cruz recordou o encontro com o Acadêmico Hélio Aguinaga, o segundo que visitou, por ocasião de sua candidatura à ocupante da cadeira 62 da Secção de Cirurgia, a mesma do homenageado. “Ele me pediu apenas uma coisa: que frequentasse a Academia”, disse o Acadêmico Ricardo Cruz, não por coincidência um dos mais assíduos às sessões da instituição.

Nas manifestações dos Acadêmicos, além dos atributos de escritor e médico, o Acadêmico Hélio Aguinaga foi lembrado pela sua preocupação social. O Acadêmico Sérgio Novis destacou a luta do Acadêmico pela não demolição do Hospital-Escola São Francisco de Assis, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ingressou, em 1942, como médico do serviço de ginecologia e obstetrícia, tornando-se, depois, chefe da clínica ginecológica e, posteriormente, chefe do Serviço de Ginecologia. O esforço do Acadêmico Hélio Aguinaga não terá sido em vão. Tombado pelo patrimônio cultural o hospital continua de pé e tem sua reabertura prevista para o ano que vem. “Foi um homem que marcou uma época na Medicina do Rio de Janeiro”, disse o Acadêmico Novis.

A elegância, a nobreza e a generosidade do Acadêmico Hélio Aguinaga foram citados nas homenagens feitas por seus pares. Em sua homenagem, ao fim da cerimônia, o neto de Hélio Aguinaga, Felipe Aguinaga, disse se sentir um privilegiado por ser contemplado com a generosidade e a sabedoria do avô.