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Anais da Academia

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Pierre Ambroise-Thomas

Membro Honorário Estrangeiro
França - 2009

Nasceu em 15 de janeiro de 1937.

Assistente das Universidades na Faculdade de Medicina e Farmácia de Argel até 1962;

Após defender sua tese de Doutorado em Medicina em 1963, em Lyon; ele se dedica à Parasitologia.

Obteve uma licenciatura em Ciências Naturais, em 1965, e dois Certicados de Ensino Superior, o de Hematologia e o de Bacteriologia Médica.

Elegível para o Concurso de Agregação em Parasitologia, Bacteriologia e Virologia em 1965, foi nomeado Agregado de Parasitologia em 1969. Nesse mesmo ano, ele defende a sua tese de Ciências. Nomeado em 1970 em Grenoble. Mestre de Conferências de 1970 a 1974, Chefe de Serviço de Parasitologia dos Hospitais de Grenoble em 1972, tornou-se Professor sem cátedra em 1974. Uma cátedra de Parasitologia é criada na Faculdade de Medicina de Grenoble em 1978 e Ambroise Thomas torna-se o seu primeiro Titular.

Esta função universitária tem responsabilidades acrescidas da investigação. Director de uma unidade associada CNRS-URA em 1988, é Diretor, em 1995, da Unidade Própria de Investigação do Ensino Superior (UPRES) associada ao CNRS «Relações Hospedeiro-Agentes Patogénicos».
Diretor do Centro Nacional de Referência «Epidemiologia e Prevenção do Paludismo», bem como do Centro Colaborador da OMS «Epidemiologia e Biologia Molecular do Paludismo», criados na Faculdade de Medicina de Grenoble em 1981. É ainda responsável pela equipa associada da ORSTOM desta mesma Faculdade de 1985 a 1990.

O estudo da malária será a grande obra de Pierre Ambroise-Thomas. Este período de intensa actividade de ensino e de investigação produziu resultados importantes. Estudos epidemiológicos, clínicos, diagnósticos e terapêuticos, muitas vezes realizados a pedido da OMS, incidindo sobre importantes parasitoses humanas: o paludismo em particular, mas também a oncocercose, a filariose linfática, a bilharziose. Esses trabalhos prosseguem no terreno, nomeadamente na África Ocidental, onde Ambroise-Thomas leva a cabo vários ensaios terapêuticos anti-maláricos orientados, sobretudo, para o tratamento das formas de Plasmodium falciparum cloroquino-resistentes.

Paralelamente, investigações conduzidas em imuno-parasitologia levam ao desenvolvimento de um método de diagnóstico serológico da toxoplasmose por imunofluorescência indirecta. Este método, aplicado em nível nacional, permite a vigilância mensal, durante a gravidez, das mulheres negativas e, assim, a prevenção da temível Toxoplasmose congênita por tratamento, em caso de seroconversão. Para essa parasitose ainda, é o primeiro a obter sondas moleculares de ADN, permitindo o desenvolvimento de uma técnica de diagnóstico particularmente sensível, especialmente no diagnóstico oportuno de toxoplasmose cerebral em doentes com SIDA.

Seus trabalhos são relatados em mais de 350 publicações científicas referenciadas e contribuição para 14 livros de audiência internacional. Eles lhe valeram o título de Laureado da Academia de Medicina, uma primeira vez em 1969 e depois em 1986, pelo conjunto de suas pesquisas sobre o paludismo. Em 1987, recebeu a medalha de prata da Sociedade Francesa de Patologia Exótica.
Eles ainda o fazem tornar-se membro de muitas sociedades científicas, incluindo, entre outras, a Sociedade de Patologia Exótica, a Federação Europeia das Sociedades de Medicina Tropical, a American Society of Tropical Medicine, a Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene e a International Federation of Tropical Medicine, de que foi Presidente eleito em 2008.

Ao mesmo tempo, o ensino ocupou uma parte importante das suas actividades. No plano nacional, no âmbito da Universidade de Grenoble. No nível internacional, assegura o ensino especializado em diferentes universidades de países do Leste, da Europa, do Extremo Oriente, da África e da América Latina. Participa regularmente nos cursos internacionais de Paludologia de língua francesa em vários países africanos.

Dirigiu também 87 teses de Doutoramento em Medicina, 12 teses de Estado em Farmácia e 17 teses de Estado em Ciências e faz parte do Comitê Consultivo das Universidades (1974, 1979, 1980 a 1982), do Conselho Nacional das Universidades, de que assegura a Presidência da Subsecção de Parasitologia-Micologia (1987), do Conselho da UFR das Ciências Biológicas e Médicas para os 2º e 3º ciclos (1973-1987) do Conselho Científico dos UFR Médicos (1973-1976-1979 e 1987).

Especialista da Organização Mundial de Saúde. Era também é membro do Grupo Consultivo Estratégico e Técnico sobre Doenças Tropicais Negligenciadas. Membro do Conselho Científico da ORSTOM, da Organização Comum de Luta contra as Grandes Endemias (OCCGE), 1985, da Organização de Luta contra as Endemias na África Central (OCEAC)1955, do Institut Pierre Richet em Bouaké, na Costa do Marfim (1955) e da Comissão Internacional para a Certificação da Erradicação da Dracunculose (1995-2013). No nível europeu, Pierre Ambroise-Thomas foi Vice-presidente do importante Comité das Especialidades Farmacêuticas junto da Comissão das Comunidades Europeias (1987-1989).

Pierre Ambroise-Thomas foi eleito membro correspondente da Academia Nacional Francesa de Medicina, na Divisão de Ciências Biológicas, em 31 de Março de 1987, e posteriormente membro titular em 8 de Junho de 1999. Ele foi Presidente da Academia durante o ano de 2007.

Pierre Ambroise-Thomas era membro associado da Academia Nacional de Farmácia, membro honorário da Academia Nacional de Medicina (Brasil), membro honorário da Academia de Medicina Malgache e Doutor honoris causa da Universidade de Xangai, onde ensinou por mais de trinta anos. Era Oficial da Legião de Honra, Oficial das Palmes Acadêmicas e Comandante da Ordem do Mérito da Costa do Marfim.

Faleceu em 14 de março de 2014.


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