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Helion de Menezes Póvoa (Cadeira No. 99)

Membro Titular

Secção de Ciências Aplicadas à Medicina

Cadeira No. 99 - Patrono: Oscar Frederico de Souza

Eleito: 11/05/1934 - Posse: 16/08/1934

Saudado por: Oscar Frederico de Souza

Antecessor: Balduino de Azevedo Feio

Falecido: 09/04/1944

Nasceu em 23 de março de 1889, na cidade de Campos (RJ).

Formado em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1923), tendo defendido a tese de doutoramento sob o titulo “Da síndrome hemoclásica”, trabalho esse que o laureou com o prêmio Alvarenga (1923).

Trabalhou nos primeiros anos de sua vida profissional, na Recebedoria do Estado do Rio de Janeiro. Logo no 3º ano do curso médico, interno do Hospital Nacional de Alienados, começou a dar cursos particulares, através dos quais expandiu toda a sua grande vocação para lecionar.

Em 1930, ganhou 3 prêmios: Prêmio Diógenes Sampaio - com trabalho "Hipervitaminose D"; Prêmio Alvarenga - com o trabalho "Mecanismo de ação do método brasileiro no tratamento dos aneurismas"; Prêmio Benjamim de Oliveira - com o trabalho "Tratamento das anemias do fígado". Em 1933, ganha mais 3 prêmios: Prêmio Academia - com o trabalho "Patogenia da anemia nas verminoses, especialmente na ancilostomose"; Prêmio Diógenes Sampaio - com o trabalho "Síndrome orgânica da vitamina D"; Prêmio Miguel Couto - com o trabalho "Calciopexia solar".

Em 1933 conquistava novos prêmios da Academia Nacional de Midicina: Diogenes Sampaio, Miguel Couto e Academia.

Em 1934, entrou para Academia Nacional de Medicina, como Membro Titular.

Em 1936, foi indicado e eleito para Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia, do Rio de Janeiro.

Foi Vice-Presidente da Policlínica Geral do Rio de Janeiro e Chefe do Serviço de Nutrição dessa mesma Instituição.

Hélion Póvoa destacou-se no cenário médico nacional e em 1939, após memorável concurso, assumiu a cátedra de Patologia Geral da Faculdade Nacional de Medicina.

Publicou vários livros, entre eles: Blastomas (1934), Hematologia- temas modernos (1934), Noções de Anatomia Patológica (em três edições: 1931,1934 e 1937), Metabolismo-questões da atualidade (1934), Atlas Elementar de Anatomia Patológica (1934).

Das monografias laureadas destacam-se: “Do mecanismo de ação do método brasileiro de tratamento de aneurismas (em colaboração com o Dr. Genival Londres), “o Tratamento das anemias pelo fígado”, “Hipervitaminose D”, ”Calciopexia solar”, Síntese orgânica da vitamina D e Patogenia da anemia nas verminoses, especialmente na ancilostomose.

Intensa foi a atividade didática desenvolvida por Hélion Póvoa. Numerosos cursos equiparados ele os realizou na faculdade Nacional de Medicina. Colaborou com o professor Leitão da Cunha, na organização de um curso de extensão universitária sobre Cancerologia; com o professor Annes Dias, patrocinou em três anos seguidos, cursos sobre diabete, com o professor Cruz Lima, curso de Hematologia Clinica, etc.

Preocupou-se com o problema da alimentação, traçando a política “alimentar” para o nosso país. Em colaboração com o professor Waldemar Berardinelli, traduziu a obra do professor Pedro Escudero sobre “Alimentação”, refletindo sua afeição por este relevante problema.

Os temas de estudos preferidos do acadêmico eram: coloidoclasia; alergia; hormônios; vitaminas; metabologia; genética para arteriosclerose e câncer.

Atuou durante anos como Presidente do Abrigo Cristo Redentor e em fins de 1941 como Diretor de Serviços de Alimentação da Previdência Social, tendo sido um dos criadores dos cardápios com valores protéicos e calóricos para alimentação dos trabalhadores.

Escritor de raros méritos, ainda encontrava tempo para seus artigos jornalísticos, publicados no “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro. Em “Fronteiras da Medicina”, com prefácio de Afrânio Peixoto, Hélion Póvoa nos deu a conhecer o lado humano de sua vida verdadeiramente prodigiosa.

Faleceu aos 45 anos, em 09 de abril de 1944, deixando uma lacuna difícil de ser preenchida.