Academia Nacional de Medicina

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Anais da Academia

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Estevão Alves de Magalhães

Membro Titular

Secção de Ciências Aplicadas à Medicina (antiga Secção de Farmácia)

Eleito: 15/10/1835 - Posse: 15/10/1835 – Sob a presidência de Joaquim Candido Soares de Meirelles

Falecido: 25/12/1846

Nasceu na Província de Minas Gerais. Filho do capitão José Alves de Magalhães e D. Maria Josephina de Magalhães.

Sua educação profissional foi confiada a uma dos mais hábeis e conceituados farmacêuticos da Província. Concluída sua tarefa de discípulo, fez seus exames com unânime aprovação e foi depositar nas mãos de seus queridos progenitores o honroso título científico.

Chegado à antiga capital, foi admitido pelo também farmacêutico José Caetano de Barros. Com este, estudou e praticou química com tanto afinco que, em pouco tempo, substituía seu mestre nas difíceis preparações.

Em 1833 estabeleceu na Rua dos Pescadores seu laboratório farmacêutico. No mesmo ano, foi escolhido pelo voto livre para Vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, aceitando a nomeação de uma Comissão de Saúde Pública para o exame de drogas e remédios. Foi pela Câmara de que fez parte encarregado dos trabalhos no estabelecimento do antigo Seminário de São Joaquim. Pela mesma Câmara, foi nomeado Provedor de Saúde.

Integrou como Membro Efetivo da Sociedade Defensora da Liberdade, da Sociedade dos Amantes da Instrução e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.

Na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, serviu diferentes lugares da Mesa com fervor e dedicação. Serviu aos enfermos pobres e tratou com afinco e caridade dos encarcerados. Na Ordem Terceira de São Francisco de Paula, ocupou cargos e além das grandes despesas que acarretam, fez outros trabalhos. Na Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, forneceu por quatro anos todos os medicamentos precisos para o curativo dos seus numerosos irmãos.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina foi empossado em Sessão de 15 de outubro de 1835, sob a presidência do Acadêmico Joaquim Candido Soares de Meirelles.

Cansado finalmente das imensas fadigas pelas quais havia passado, retirou-se para a Ilha de Paquetá, onde permaneceu em seus últimos dias, antes de ser acometido por uma enfermidade cerebral.

Faleceu em 25 de dezembro de 1846.


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