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Amadeu da Silva Fialho (Cadeira No. 88)

Membro Titular

Secção de Ciências Aplicadas à Medicina

Patrono da Cadeira No. 88

Eleito: 16/06/1943 - Posse: 21/10/1943 – Sob a presidência de Aloysio de Castro

Saudado por: Deolindo Augusto de Nunes Couto

Antecessor: Antonio Cardoso Fontes

Falecido: 20/10/1961

O Dr. Amadeu da Silva Fialho nasceu a 24 de setembro de 1889, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Fenelon da Silva Fialho e D. Leopoldina Candida Fialho.

Após o curso ginasial, ingressou na Faculdade de Odontologia, tendo publicado seu primeiro trabalho em setembro de 1911, na Revista Acadêmica. Nessa época, já era auxiliar no Laboratório do Hospital Central do Exército. Possuía amor pela pesquisa e pelos laboratórios.

Em 1913, após sua formatura em Odontologia, que nunca exerceu, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde graduou-se em Medicina, em 1918. Foi interno de Miguel Couto e se dedicou à Clínica Médica, tendo grande clientela no subúrbio da cidade. Foi interno do antigo Hospício, tendo tido grande influência de Juliano Moreira. Naquela instituição, adquiriu enorme experiência em autópsias, tornando-se primoroso técnico e conhecedor da Histologia e Embriologia.

Fez o curso de Manguinhos, do Instituto Oswaldo Cruz, por meio de solicitação pessoal a Oswaldo Cruz, que, ao final do curso, convidou Amadeu Fialho a ser membro da instituição – honraria que infelizmente declinou.

Em 1921, inscreveu-se em concurso na Saúde Pública, para Assistente de Fiscalização da Medicina. Foi aprovado em segundo lugar e nomeado para o cargo, em 1922. No mesmo ano, convenceu as autoridades sanitárias da necessidade de ser criado o Serviço de Verificação de Óbitos. O serviço foi instalado, por convênio, na Escola de Medicina e Cirurgia.

Tornou-se Catedrático de Anatomia e Fisiologia Patológica desta escola, em 1925, tendo sido, ainda na Escola de Medicina e Cirurgia, Vice-Diretor da instituição, e Livre-docente da Faculdade de Medicina, em 1933.

Trabalhou no Hospital São Sebastião, pertencente à Saúde Pública, que teve importância fundamental no estudo da tuberculose e de outras doenças infecciosas e parasitárias.

Por solicitação do Prof. Francisco Pinheiro Guimarães, assumiu o laboratório de diagnóstico anátomo-patológico da Faculdade de Medicina. Em seguida, tornou-se Assistente da Cátedra de Anatomia e Fisiologia Patológica.

Em 1939, tornou-se Patologista do Centro de Cancerologia, também pertencente à Assistência Hospitalar da Saúde Pública e é, por isso, considerado um dos fundadores do Instituto do Câncer, já que aquele Centro foi núcleo de formação do Instituto.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1943, apresentando a memória intitulada “Regeneração óssea da formação dos calos ósseos nas fraturas e suas complicações, particularmente nos traumatismos de guerra”. É o Patrono da Cadeira 88.

Fez o concurso para a Cátedra de Anatomia e Fisiologia Patológica da Faculdade de Medicina da então Universidade do Brasil, tomando posse em 1947. Seu discurso de posse foi transformado em publicação, intitulado “A Evolução da Patologia”. Aposentou-se da Cátedra em 1959, tendo sido eleito Professor Emérito da Universidade do Brasil.

Em julho de 1954, participou, no Paraná, de memorável encontro de patologistas brasileiros, ocasião na qual foi fundada a Sociedade Brasileira de Patologia, onde foi eleito Presidente Honorário. Amadeu Fialho pertenceu, ainda a várias sociedades médicas nacionais e internacionais. Foi Membro Fundador da Liga Brasileira de Higiene Mental, Membro Honorário da Academia Brasileira de Odontologia e da Academia Brasileira de Medicina Militar, e Membro das Sociedades de Anatomia Patológica de Montevidéu e da Argentina e da American Society of Tropical Medicine.

Publicou numerosos trabalhos, difundindo a necessidade da Anatomia Patológica no Rio de Janeiro, como o livro “localizações pulmonares da micose de Lutz: anatomia patológica e patogenia” (1946). Outras publicações que se destacam são: “Um caso de hidrocefalia” (1915), “Diagnóstico anátomo-patológico da febre amarela” (1928), “Estudo sobre a peste bubônica no Ceará” (1935), “Estudos sobre a espiroquetose ictero-hemorrágica no Rio de janeiro” (1936), “Estudos sobre a nosologia do nordeste brasileiro” (1936) e “Sistema linfático e câncer” (1942).

Seu filho, o Acadêmico Francisco Fialho, seguiu os seus passos na cátedra e nas atividades profissionais.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, a 20 de outubro de 1961.

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