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"Terapêutica do choque Cardiogênico - o que há de novo?" - Dr. Marcelo Montera

O Rio de Janeiro é pioneiro no Brasil, pelo hospital Pró-Cardiaco, em estabelecer esta estratégia do tratamento do choque cardiogênico com suporte mecânico circulatório, com sobrevida de 86%, equivalente aos maiores centros de cardiologia do mundo.

Para os pacientes com insuficiência cardíaca avançada, apesar do tratamento medicamentoso e uso de marca-passo com ressincronização, a mortalidade em cinco anos ultrapassa 60%. Estes pacientes têm como opção o transplante cardíaco para melhora da sobrevida e da qualidade de vida. O número de transplantes realizados no Brasil é insuficiente para atender a demanda de pacientes, estimada em mais de 40 mil por ano, sendo que 30% dos que estão na fila do transplante evoluem para o óbito.

Para os pacientes que apresentam contra indicação de realizar o transplante cardíaco ou que não tenham condições clínicas de aguardar o transplante a utilização de bombas intracorpóreas se apresenta como uma solução alternativa. A sobrevida destas bombas já se equivale a do transplante cardíaco. No Brasil já temos disponíveis na rede pública e privada dois dispositivos aprovados pela Anvisa.

O hospital Pró-Cardíaco foi o primeiro centro do Brasil a realizar o implante do heartware e heartmate II, com o cirurgião cardíaco Dr. Alexandre Siciliano, como terapia definitiva e como ponte para transplante cardíaco. Estas duas bombas, de segunda e terceira geração, geram fluxo contínuo de até 10 litros por minuto. São intracorpóreas e conectadas a um controlador e baterias portáteis externas. Os


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