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As Salas Híbridas E As Cirurgias Minimamente Invasivas

 

As chamadas “salas híbridas de cirurgia”, segundo o médico, são, hoje no mundo, o estado da arte em cirurgias de alta complexidade, permitindo o uso de técnicas minimamente invasivas com o máximo de precisão e alto nível de segurança. O procedimento híbrido adotado atualmente para a cirurgia cardiológica, é realizado em um único espaço físico, integrando especialistas médicos e equipamentos de alta tecnologia. As intervenções são guiadas por cateteres e técnicas cirúrgicas convencionais complementares, possibilitando diagnosticar, tratar e corrigir procedimentos de alta complexidade.

Esse tipo de instalação, que já vem sendo utilizada em hospitais de ponta como o Hospital do Coração, o Albert Einstein e o Instituto Dante Pazzanese, e o Pró-Cardíaco, entre outros, incluem hardwares e softwares, que permitem reconstruir tridimensionalmente as imagens para analisar, em tempo real, as estruturas de intervenção cirúrgica adequadas, incluindo ecocardiograma tridimensional para monitorização intraoperatória, ultrassom intravascular e todo o suporte necessário para uma cirurgia convencional, além de câmera e sistema de transmissão.

Segundo o Dr. Siciliano, em pouco tempo, todas as doenças cardiovasculares específicas vão ter um “braço” na intervenção híbrida. “Em doenças mais prevalentes, como a coronariana, serão utilizadas técnicas de vídeo assistidas com intervenção por cateter, tantos em pacientes crônicos eletivos como casos agudos que chegam ao hospital com choque cardiogênico, com anatomia desfavorável para a intervenção percutânea”, explica o cirurgião.

O ambiente híbrido é sobremaneira indicado para as cardiopatias estruturais, sobretudo as doenças congênitas de alto risco e complexas como a hiplopasia do ventrículo esquerdo, podendo ser abordadas cirurgicamente e percutâneamente. Na sala híbrida, segundo o cirurgião, as vias de acesos são feitas com segurança, permitindo tratar eventuais complicações vasculares durante o procedimento cirúrgico que podem ser fatais.

O procedimento híbrido na intervenção cirúrgica cardiovascular será cada vez utilizado, inclusive para pacientes que hoje não têm recomendação cirúrgica formal, reduzindo drasticamente o risco de complicações e mortalidade. “Nestes casos, estes procedimentos podem ser planejados com antecedência e discutidos com o paciente, apresentando todas as alternativas disponíveis”.

Graduado pela UFRJ e doutorado pela USP, o Dr. Alexandre Siciliano é especializado em Cirurgia Cardíaca pela The Cleveland Clinica Foudation (EUA)e atualmente é coordenador do processo cirúrgico assistencial do Hospital PróCardíaco, no Rio de Janeiro. Cirurgião do Instituto Nacional de Cardiologia onde coordena o grupo de transplante cardíaco e assistência circulatória, o Dr. Siciliano tem vasta experiência no tratamento de doenças cardiovasculares em adultos, atua principalmente nas áreas de insuficiência cardíaca, suporte circulatório mecânico além de cirurgias endovasculares e minimamente invasivas, estando certificado para o implante transcateter de válvula aórtica (Corevalve). É também membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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