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Ricardo José Lopes da Cruz toma posse na ANM

Medicina e humanização permearam o discurso de posse do cirurgião de cabeça e pescoço Ricardo José Lopes da Cruz como o mais novo imortal da Academia Nacional de Medicina, em cerimônia realizada nesta semana, no Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro. O novo acadêmico destacou aspectos filosóficos, da prática médica desde a Antiguidade até os dias atuais, quando a saúde não é mais apenas ausência de doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde seu conceito hoje é ampliado e incorpora uma condição de total bem estar físico, mental e social.

Lopes da Cruz destacou ainda aspectos do sofrimento de doentes e familiares, abordando a morte em vida que é patrocinada pela desesperança e pela cronicidade de uma doença. “A morte em vida pode imobilizar um paciente por anos e fazê-lo prisioneiro de uma angústia sem fim”, disse. Os médicos, segundo ele, devem estar preparados para combater esse mal capaz de abater não apenas pacientes, mas também seus familiares. Para o novo acadêmico “ouvir é uma arte do ato médico. Este é um exemplo da medicina humanizada.” Ao encerrar seu discurso, Lopes da Cruz ressaltou a importância do ensino médico humanizado, pois os aspectos físicos e emocionais dos pacientes estão sempre interligados e, nesse aspecto há, segundo ele “um encontro sublime entre ciência e caridade”.

Eleito em setembro de 2013, o acadêmico passa a ocupar a cadeira 62 da Secção de Cirurgia, cujo patrono é Augusto Brant Paes Leme e o último ocupante foi o agora Emérito Hélio Aguinaga.

Durante o cerimonial de posse, os acadêmicos Ivo Pitanguy, Marcos Moraes, Celso Portela, Jaime Marsillac, Jacob Kligerman e Adolpho Hoirisch conduziram Ricardo José Lopes da Cruz ao salão. Após proferir o juramento, recebeu do presidente Pietro Novellino a medalha e o diploma de membro titular da ANM.

A saudação ao novo membro foi realizada pela acadêmica Talita Franco, que relembrou sua trajetória profissional, desde a época em que se conheceram, em 1973, quando Ricardo Cruz ainda cursava a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Graduado em 1977, fez residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Federal de Ipanema; em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Instituto Nacional de Câncer (Inca-RJ); e completou sua formação na área de Cirurgia Crânio-maxilo-facial no Departamento de Cirurgia Plástica da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-RJ, sob a coordenação do acadêmico Ivo Pitanguy.

Também foram destacadas algumas de suas conquistas profissionais: Criou e chefiou o Serviço de Cirurgia Maxilo-Facial do Hospital Federal de Ipanema por vinte anos (de 1983 a 2003); foi médico do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional do Câncer por seis anos (1985 a 1990); e do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto Fernandes Figueira por doze anos (1990 a 2003). Além disso, desde fevereiro de 2003, criou e chefia o Centro de Atenção Especializada em Cirurgia Crânio-maxilo-facial do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Na unidade, aplica técnicas de planejamento digital para intervenções cirúrgicas com precisão de milímetros. Mais de mil cirurgias já foram realizadas no INTO, beneficiando pacientes com deformidades no crânio, maxilar e face.

 

Ivanoé
Ricardo Cruz sendo conduzido à cerimônia de posse pela comissão de acadêmicos
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Ricardo Cruz recebe o colar e medalhão - símbolos da ANM
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Ricardo Cruz e o Presidente da ANM, Pietro Novellino
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Detalhe do novel acadêmico Ricardo Cruz durante seu discurso
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Posse de Ricardo Cruz na ANM
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Ricardo Cruz e sua esposa Denise na cerimônia de posse
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Ricardo Cruz em família
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