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Diarreia por insuficiência de suco pancreático

Quando ingerimos um alimento, primeiro ele precisa ser digerido no estômago e intestino, para depois ser possível absorvê-los no intestino. Além do papel na produção de hormônios (como a insulina), o pâncreas também é fundamental para a digestão, pois secreta enzimas no intestino. Quando a produção do suco pancreático falha, o paciente fica com diarreia gordurosa (as fezes flutuam na água), indigestão com sensação precoce de saciedade e aumento de gases, frequentemente com perda de peso e desnutrição grave.

O acadêmico José Galvão Alves, gastroenterologista da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, explicou, na sessão de 14/11/2013, que o tratamento para a condição costuma ser relativamente simples, quando se faz o diagnóstico precoce: basta ingerir uma fórmula de reposição das enzimas junto à alimentação por até seis meses. No entanto, fez o alerta de que o teste ideal para diagnóstico da doença em estágio inicial ainda não existe no Brasil. “Aqui, existe apenas o método indireto, que detecta a presença de elastase pancreática nas fezes. Porém, essa enzima só é detectável quando a doença já está avançada”.

O quadro pode ser desencadeado por algumas doenças. Em celíacos, o gastroenterologista recomenda que, se a diarreia permanece mesmo sem ingestão de glúten, já pode ser iniciada a administração das enzimas, pois o pâncreas pode ter sido afetado. Outras doenças que exigem esse monitoramento são a pancreatite autoimune, retocolite ulcerativa, Síndrome de Zollinger-Ellison e diabetes. Caso o tratamento não funcione, deve ser averiguada a presença de uma infecção, pois a doença facilita a colonização de parasitas no intestino.


José Galvão Alves
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