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ANM se posiciona sobre a vinda de médicos cubanos

A Academia Nacional de Medicina resolveu compor uma comissão formada pelos acad. José Carlos do Valle, Karlos Celso de Mesquita e outros para elaborar uma carta a ser enviada ao Governo brasileiro, criticando veementemente a proposta do Ministério das Relações Exteriores que negocia um acordo com o governo cubano para receber cerca de seis mil médicos daquele país que deverão trabalhar em regiões pobres onde a assistência é deficiente.

O Acad. José Carlos do Valle afirmou que, segundo a Associação Médica Brasileira, o país tem dois médicos para cada mil habitantes e a Organização Mundial da Saúde preconiza metade desse quadro, ou seja, um médico para cada mil habitantes. Segundo José Carlos do Valle, está é uma medida inadequada, incorreta e inverídica.

“No Brasil, realmente há cidades onde não há médicos, como também não há outros serviços como rede bancária etc, pois são muito pequenas, não tem infraestrutura. Por outro lado, temos cidades como Brasília onde há 16 médicos para cada mil habitantes. O problema é a má distribuição dos médicos, com maior concentração de médicos no Centro-Sul”, disse o acad. Karlos Mesquita.

O acad. Mesquita ressaltou ainda que o crescimento no número de médicos é muito maior do que o crescimento da população brasileira. “De 1970 para cá, a população cresceu 101% e, em paralelo, erámos 50 mil médicos e hoje somos cerca de 400 mil”, falou Mesquita. “Com esses números, em breve teremos um exagero de médicos”, ressaltou. O acad. ainda lembrou que a cada ano são abertas 17 mil vagas nas faculdades de medicina e cerca de 14 mil se formam. Segundo ele, se descontarmos aqueles que se aposentam ou falecem, temos cerca de oito mil novos médicos entrando no mercado de trabalho. Mesquita ainda lembrou que em 2012, 200 médicos cubanos vieram tentar revalidar seu diploma aqui e mais de 90% foram reprovados.

 


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