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Da bancada para o leito e vice-versa

A incidência de câncer de tireoide tem aumentado no Brasil, sendo o sexto tipo mais frequente nas mulheres. Não se sabe se por causa do maior número de diagnósticos ou de fatores ambientais - disse Denise Pires de Carvalho em conferência realizada na Academia Nacional de Medicina no dia 29 de março de 2012.
 
Daí a importância de avançar nos estudos. Ela explicou que uma das pesquisas de sua equipe é a aplicação de ácido retinoico em pacientes com câncer de tireoide que não respondem mais aos tratamentos tradicionais com o iodo radioativo ( cerca de 30% de todos os pacientes). Então a glândula perde a capacidade de captar iodo, impedindo o tratamento radioativo. Com o ácido retinoico, seguido de aplicação de radioiodo, Denise aumentou a sobrevida de pacientes, e com menos efeitos colaterais.
 
Diretora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho e pesquisadora do Programa de Oncobiologia, da UFRJ, Denise ainda é chefe do Laboratório de Fisiologia Endócrina. Durante a conferência, ela explicou que
o ácido retinóico (AR)- presente na vitamina A e utilizado em uma variedade de especialidades médicas - mostrou-se um composto eficaz em 20% desses pacientes resistentes a tratamentos tradicionais, sendo que o mecanismo de captação de iodo para provocar o processo de morte de células tumorais voltou a ocorrer. Os pesquisadores verificaram, então, que os doentes que responderam bem a terapia com AR possuíam o receptor identificado como RARb. Embora o estudo tenha sido aplicado com uma amostra reduzida de doentes, os resultados contribuem para o desenvolvimento de uma correlação entre administração de ácido retinóico e o prognóstico de acordo com o receptor que cada um detenha no tumor e nas metástases.
 
Marcadores moleculares - o grupo de Denise Pires ainda está envolvido numa pesquisa que desenvolve marcadores moleculares que identifiquem as recidivas de câncer de tireóide, em colaboração com o Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. 


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