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Jorge Guimarães fala sobre o Plano Nacional de Pós-Graduação

 
Na abertura do Ano Acadêmico da ANM, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, apresentou o Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020. “É a primeira vez que o pais tem um plano tão longo”, disse Guimarães.
 
 
Entre as diretrizes do PNPG estão como prioridades a criação de uma agenda nacional de pesquisa, o aperfeiçoamento dos processos de avaliação da Capes e uma questão nova que é a interdisciplinaridade. Além do projeto Ciência sem Fronteiras, que visa financiar o treinamento de 100 mil jovens da graduação, pós-graduação e pós-doutorandos no exterior, e é um dos aspectos previstos dentro dessa prioridade de interdisciplinaridade, explicou.
 
 
Guimarães aproveitou a oportunidade para fazer um balanço da produtividade científica brasileira, comparando-a a de outros países nesses últimos anos e ressaltou o papel da Capes, nesses 60 anos, cujos números significativos mostram um crescimento da produção acadêmica. Em 2009, o Brasil alcançou a 13a colocação num ranking mundial com 2.7% da produção.
 
 
Entre outros números proeminentes, ele ressaltou as áreas brasileiras de Medicina Tropical, cuja produtividade representa mais de 20% da produção mundial, além de destacar a odontologia brasileira com 8% da produção de artigos científicos no mundo.
 
 
O presidente da Capes ainda enfatizou panoramas favoráveis na área de alimentos. “Se antes importávamos vários tipos de alimentos, hoje somos lideres em diversos gêneros alimentícios”, disse. Ele ainda complementou nossos destaques, incluindo a automação bancária, a aviação – o Brasil possui a 13a indústria de aviões do mundo -, e as urnas eletrônicas utilizadas nos processos eleitorais.
 
 
Por fim, Guimarães mencionou os grandes desafios. Entre os quais, a melhoria da Educação Básica, a maior interação com a sociedade e a criação de agendas compartilhadas com outros ministérios.