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Achilles Ribeiro de Araújo (Cadeira No. 63)

Membro Emérito

Secção de Cirurgia

Cadeira No. 63 – Patrono: Vicente Cândido Figueira de Saboia

Eleito: 24/11/1927 - Posse: 18/04/1929 - Sob a presidência de Miguel de Oliveira Couto

Emérito: 10/07/1957

Saudado por: Eduardo Meirelles

Antecessor: Anísio de Castro Peixoto

Falecido: 24/10/1982

Nasceu em 8 de maio de 1895 no Estado do Rio de Janeiro. Filho de Armando de Araújo e D. Estefênia Martins Ribeiro de Araújo.

Doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1917, com a tese intitulada "Do éter no peritônio. Estudo clínico experimental".

Conquistou a cátedra de Clínica Cirúrgica Traumatológica e Ortopédica da Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro e a cátedra de Clínica Ortopédica e Traumatológica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil.

Em 1927, foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, na Secção de Cirurgia, com a memória intitulada "Contribuição ao Estudo da osteo-distrofia fibroquística localizada nos ossos longos". Durante o período em que esteve na Academia atuou na Comissão de Redação dos Anais (1939-1941). Tornou-se Membro Emérito em 1957.

Foi um dos fundadores do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1929), da Sociedade de Ortopedia (1937), Associação Brasileira de Hospitais (1946) e Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (1960). Foi membro de diversas sociedades e associações como Sociedade Médica dos Hospitais, Sociedade de Medicina e Cirurgia, Sociedade Brasileira de Pediatria, Academia Brasileira de Medicina Militar, Instituto Brasileiro da História da Medicina.

Fundou a Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (1939) e foi autor do livro intitulado "Na Seara da Ortopedia" (1980).

Ocupou diversos cargos técnicos, como, chefe Serviço de Ortopedia no Hospital São Francisco, cirurgião-adjunto do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, cirurgião-adjunto da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, chefe do Serviço de Cirurgia Infantil, Ortopedia e Traumatologia no Hospital Evangélico do Rio de Janeiro (1931) e diretor interino no mesmo hospital (1938), chefe de Serviço de Assistência e Recuperação de Mutilados da Divisão de Organização Hospitalar do Ministério da Saúde (1954).

Recebeu medalhas e condecorações como a Medalha de Guerra e diploma por ter cooperado no esforço de Guerra do Brasil, Grande Oficial da Ordem do Mérito Médico.

Grande humanista e historiador, foi pioneiro em vários aspectos da ortopedia, utilizando a Fisioterapia (não existia como curso, chamava-se massagista) na recuperação dos pacientes. Também se dedicou à pintura sob a direção de seu avô e conselheiro D. José Bento de Araújo e do pintor Thomás Driendl.

Faleceu em 24 de outubro de 1982, no Estado do Rio de Janeiro.